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Texto atualizado na sexta-feira às 9h00
Paulo Ricardo Braga, AB
Jaime Ardila, presidente da General Motors para a América do Sul, disse na quinta-feira, 6, em encontro com jornalistas em São Paulo, que a empresa possui estoque de veículos suficiente para atender o mercado durante 33 a 35 dias. Ele reconheceu que o nível está acima do desejado, que seria de até 30 dias, mas não representa motivo de preocupação.
“O volume não é confortável. Vamos fazer ajustes até o final do ano”, afirmou, assegurando não há intenção de programar paradas nas linhas de produção. Ele analisou, ainda, que o momento atual, ante a ameaça de crise na economia global, é muito diferente do enfrentado após o tsunami de 2008, que provocou um recuo significativo em muitos mercados.
Apesar do excesso de estoques, o executivo admite que há dificuldades na cadeia de suprimentos, com o surgimento de gargalos em alguns segmentos. “Não gostamos de importar peças, mas pode ser necessário para evitar problemas na produção”, observou.
Ardila garantiu aos jornalistas que a filosofia da corporação é produzir os veículos nas regiões onde são comercializados e trabalhar com o máximo possível de componentes locais. Alguns veículos tradicionais da marca Chevrolet montados no Brasil têm mais de 90% de conteúdo regional, mas o Cruze chega com apenas 50%.
Pelas regras do novo regime automotivo, os fabricantes deverão comprovar uma média de 65% no conteúdo regional de peças para não pagar 30 pontos extras de IPI. Empresas como a GM, que passam por uma renovação completa do portfólio, deverão negociar com o governo um programa de nacionalização progressiva.