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GM deve pedir concordata nos próximos dias

A General Motors deve solicitar concordata nos próximos dias mesmo depois de ter êxito na troca de ações da companhia pela dívida de US$ 27 bilhões em títulos que estão em poder de credores. A empresa, que já oferecia 10% de participação aos credores, abriu a eles a possibilidade de aquisição de outros 15% e estava próxima de fechar acordo.
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29 mai 2009

2 minutos de leitura

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O governo norte-americano vinha pressionando a montadora a reduzir seus débitos em cerca de US$ 44 bilhões antes de concluir o projeto de recuperação que deve ser apresentado até dia 1º de junho.

Se houver sinal verde para a proposta de reestruturação, o governo norte-americano (que já injetou US$ 19,4 bilhões na operação da General Motors) deve tornar-se proprietário majoritário da companhia, com novos empréstimos estimados em US$ 30 bilhões.

O United Automobile Workers (UAW), dos trabalhadores, pode ficar com 20%. Será preciso acomodar também como sócio o governo canadense, que coloca recursos na operação.

A centenária companhia, que acumula prejuízo de US$ 88 bilhões nos últimos cinco anos, tem US$ 91 bilhões em ativos globais e um passivo de US$ 176,4 bilhões, prepara-se para interromper a produção da divisão Pontiac e negociar Hummer, Saturn, Saab e a européia Opel. Restariam as marcas Chevrolet e Cadillac.

Até o final de 2010 a GM deve ter eliminado cerca de 2.400 representantes na rede de distribuição.

O impacto das mudanças na corporação, associado à queda do mercado automotivo e das transformações na Chrysler, será significativo também na rede de fornecedores, provocando uma onda de concordatas.

Junto com a Visteon, a Metaldyne também entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos.

Fontes: Gazeta Mercantil, The Wall Street Journal, Detroit News, Estadão, Automotive Business.