
O governo norte-americano vinha pressionando a montadora a reduzir seus débitos em cerca de US$ 44 bilhões antes de concluir o projeto de recuperação que deve ser apresentado até dia 1º de junho.
Se houver sinal verde para a proposta de reestruturação, o governo norte-americano (que já injetou US$ 19,4 bilhões na operação da General Motors) deve tornar-se proprietário majoritário da companhia, com novos empréstimos estimados em US$ 30 bilhões.
O United Automobile Workers (UAW), dos trabalhadores, pode ficar com 20%. Será preciso acomodar também como sócio o governo canadense, que coloca recursos na operação.
A centenária companhia, que acumula prejuízo de US$ 88 bilhões nos últimos cinco anos, tem US$ 91 bilhões em ativos globais e um passivo de US$ 176,4 bilhões, prepara-se para interromper a produção da divisão Pontiac e negociar Hummer, Saturn, Saab e a européia Opel. Restariam as marcas Chevrolet e Cadillac.
Até o final de 2010 a GM deve ter eliminado cerca de 2.400 representantes na rede de distribuição.
O impacto das mudanças na corporação, associado à queda do mercado automotivo e das transformações na Chrysler, será significativo também na rede de fornecedores, provocando uma onda de concordatas.
Junto com a Visteon, a Metaldyne também entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos.
Fontes: Gazeta Mercantil, The Wall Street Journal, Detroit News, Estadão, Automotive Business.