Quando firmou o acordo para evitar demissões, a empresa informou ter 1.840 funcionários excedentes na linha de montagem dos modelos Corsa, Meriva e Zafira, cuja produção parou em julho, e do Classic, que deve deixar de ser fabricado na unidade. A GM manteve apenas 900 empregados no setor MVA e espera que esses aceitem o PDV proposto.
Os funcionários excedentes podem ser demitidos caso a unidade não entre no programa de investimentos da GM. Isso ainda não aconteceu pelo impasse criado entre a montadora e trabalhadores em reuniões iniciadas há dois anos. A empresa quer a criação de um banco de horas, a redução de salários e jornada de trabalho flexível, proposta não aceita pelos metalúrgicos de São José.
Ao todo, a GM tem 7,5 mil funcionários no complexo industrial de São José dos Campos, o maior da empresa na América do Sul, onde também fabrica a linha de picapes S 10, motores, transmissões e alguns componentes. Além da reunião para discutir o acordo, montadora e sindicato realizam na sexta-feira, 24, a primeira rodada de negociação da campanha salarial de 2012. Os metalúrgicos pedem reajuste de 12,86%.