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GM do Brasil, em nova arrancada, olha para a Ásia

A General Motors esperou passar o pior momento da operação nos Estados Unidos e o fim da concordata para anunciar uma nova arrancada no Brasil, com o investimento de mais R$ 2 bilhões para lançar novos veículos e ampliar sua fábrica de Gravataí.
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paulo

16 jul 2009

3 minutos de leitura

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A iniciativa é acompanhada de uma campanha institucional da marca, que abre espaço para destacar o nome Chevrolet. Há, ao mesmo tempo, um esforço para informar todos os públicos relacionados com a operação da empresa, desde funcionários até instituições financeiras e clientes.

O objetivo da campanha é claro: mostrar que a General Motors do Brasil sai bem da crise e continua uma empresa forte e dinâmica. Se depender do carisma de seu presidente, ela certamente ganhará pontos junto à opinião pública.

Jaime Ardila já demonstrou ser um hábil negociador e porta-voz da corporação. Ontem ele levou sua equipe a Brasília para anunciar ao presidente Lula a nova fase da montadora no país. Hoje as atenções estarão voltadas as apresentações em Gravataí, no Rio Grande do Sul, onde a General Motors deve concentrar a maior parte dos novos investimentos – cerca de R$ 1,4 bilhão.

Ásia

A GMB passa a ser reportar formalmente à nova sede das operações internacionais, que fica em Shangai, na China.

A organização da GM em estruturas regionais não existe mais. Operações como a brasileira passam a trabalhar sob o comando da GM International Operations, que tem sede em Shanghai. A Ásia assume, assim, importância crescente na recuperação da montadora norte-americana, incluindo a coreana GM Daewoo.

A corporação está empenhada em reduzir níveis hierárquicos em sua estrutura, o que levará ao corte de 35% de seus executivos e 20% de seus assalariados nos Estados Unidos. A administração pretende ser mais enxuta e rápida nas decisões.

Nas próximas semanas devem ser revistas as designações de cargos no Mercosul. Desaparecerá, por exemplo, a denominação LAAM, uma referência à região da América Latina, África e Oriente Médio, da qual a GMB fazia parte.

Os Estados Unidos constituem o principal mercado da GM, vindo a seguir China, Brasil, Reino Unido, Canadá, Rússia e Alemanha.

Engenharia

A equipe de engenharia da empresa no Brasil já demonstrou ser capaz de enfrentar os novos desafios que terá pela frente no desenvolvimento de novos veículos, sob o comando do vice-presidente Pedro Manuchakian.

Novas contratações devem ser feitas para atender o enorme volume de trabalho que está chegando com os novos investimentos. Continuará agitada a troca de experiência entre o grupo de experts em desenvolvimento de produto e design que atua no Brasil e outros centros de tecnologia. Só que agora a Europa (Opel) deve perder importância para a Ásia como fonte de novos projetos.

Enquanto abre o projeto Onix, o grupo de engenharia brasileiro da General Motors trabalha em um novo veículo da família Viva, que já deu origem ao Agile, hatch que está entrando em produção na Argentina.