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GM e sindicato de São José discutem pacote salarial

Menos de dois meses após o anúncio do fechamento do MVA da fábrica da GM de São José dos Campos (SP) (leia aqui), onde eram montados Corsa hatch, Zafira e Meriva (os dois últimos substituídos pela Chevrolet Spin), o Sindicato dos Metalúrgicos do Vale do Paraíba tenta impedir, ao menos, o congelamento dos salários de todos os profissionais da fábrica – inclusive de montadores de Classic e S10 – e outras medidas de readequação salarial.
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Redação AB

03 set 2012

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De acordo com Luiz Carlos Prates, secretário geral do sindicato, em reunião na última sexta-feira, 31, a GM propôs o congelamento dos salários de todos os 7.500 funcionários da planta em um período de três anos para manter os 1.840 empregados do MVA.

A fabricante, que quer readequar a grade salarial, também colocou em pauta a intensão de reduzir de 30% para 25% os percentuais pagos por horas extras e adicional noturno, discutiu o pagamento da parcela de participação nos lucros e resultados (PLR) de 2012 e sugeriu PLRs menores para os próximos anos. Além disso, a GM informou que irá rever a cláusula de estabilidade para trabalhadores lesionados.

“Nos não vamos aceitar todas essas medidas”, adiantou Prestes, conhecido entre os trabalhadores como Mancha. Segundo ele, integrantes dos sindicatos de todas as unidades da GM (São José, São Caetano do Sul e Gravataí) se reunirão na terça-feira, 4, para discutir reajuste salarial na empresa. E ainda nesta semana serão realizadas assembleias com os trabalhadores para analisar as propostas. O próximo encontro entre GM e sindicato deverá ocorrer em 13 de setembro.