
A mobilização teve o objetivo de alertar a empresa sobre o descontentamento dos trabalhadores. Segundo o sindicato, a GM teria apontado que as demissões são necessárias por causa da queda na fabricação de veículos. Com o mercado contraído, entre janeiro e abril deste ano as montadoras instaladas no Brasil produziram 17,5% menos do que no mesmo período do ano passado, com 881,7 mil unidades de acordo com dados da Anfavea.
Em comunicado a General Motors assegura que o corte faz parte da “rotatividade de pessoas natural da empresa”, sem indicar qualquer excedente de produção. Ainda assim, a companhia tem adotado medidas para frear o ritmo da fábrica. No último dia 5 de maio foi anunciado afastamento de 467 funcionários em São Caetano com licença remunerada por tempo indeterminado.
GRAVATAÍ
A fabricante também enfrenta paralisação na fábrica de Gravataí (RS), onde as atividades estão interrompidas desde a terça-feira, 12. A empresa atribui a parada a interrupção das atividades das transportadoras Tegma e Transzero, responsáveis pela logística de retirada dos carros da planta e transporte para a rede de distribuição. As empresas, no entanto, asseguram que a parada foi causada pelo Sintravers, Sindicato dos Cegonheiros do Rio Grande do Sul.
A entidade teria decretado estado de greve e impedido as empresas de operar no complexo industrial. Em defesa do interesse de prestadores de serviços da região, a organização pleiteia reajuste maior no valor do frete pago pela montadora.
A General Motors calcula que, com a interrupção das atividades em Gravataí, a planta já deixou de fabricar 1,9 mil veículos e os cerca de 9 mil funcionários do complexo industrial estão impossibilitados de trabalhar. A unidade é responsável pela fabricação dos Chevrolet Onix, Prisma e Celta, os três carros mais vendidos pela companhia no Brasil. No primeiro quadrimestre do ano estes modelos responderam por 53% do total de emplacamentos da GM.