
Paulo Ricardo Braga, AB
Greice Lieblein, presidente da General Motors do Brasil, foi a Sorocaba na quinta-feira, 29, reinaugurar o centro logístico da General Motors, que existe há quinze anos e passa por programa de expansão desde janeiro. Ao lado de outros diretores da corporação e autoridades municipais, a executiva destacou que a iniciativa pretende dar mais fôlego ao aftermarket. “O empreendimento recebeu novo investimento de R$ 15 milhões, totalizando até agora R$ 150 milhões, para acompanhar o crescimento da frota e agilizar o atendimento ao mercado.”
O aporte representa parte do pacote de R$ 5 bilhões que a montadora aplica no Brasil, entre 2008 e 2012, para expansão das instalações e modernização da linha de veículos. “Depois do Cruze teremos muitas surpresas, até a renovação completa de nosso portfólio na região”, assegurou Lieblien, sem entrar em detalhes. Ela também não quis precisar quais serão os motores construídos na fábrica de Joinville, SC, onde as obras agora seguem em ritmo acelerado: “Não posso dar essa informação à concorrência no momento”, explicou.
Estiveram também presentes ao evento, pela GM do Brasil, Marcos Munhoz, vice-presidente de comunicação, relações públicas e governamentais; Isela Costantini, diretora geral de pós-vendas; Luiz Moan, diretor de assuntos institucionais; e Renato Costa, diretor da cadeia de suprimentos de pós-vendas.
Munhoz abriu a cerimônia relatando a posição estratégica do centro logístico, em região privilegiada: a unidade fica próximo do rodoanel, do campo de provas da marca em Indaiatuba e das fábricas paulistas, de São Caetano do Sul, Mogi das Cruzes e São José dos Campos. A planta de Mogi será uma das principais fontes de suprimento dos estoques do centro, que possui 700 postos de trabalho e, com o novo prédio de 9.300 m2, soma 88.000 m2 em edificações.
Isela enfatizou a importância da unidade de Sorocaba como pulmão logístico para suprir o mercado interno e as exportações para Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Colômbia, Equador e Venezuela, para onde os embarques serão ampliados.
Moan informou que o plano quinquenal da GM passará por ajustes para adequação ao novo regime automotivo, mas disse que não haverá qualquer impedimento para a empresa se enquadrar nas regras que evitam o pagamento adicional de 30 pontos no IPI.
Greice: vou ficar
“A GM tem diversas mulheres em posições-chave, comandando programas essenciais para o sucesso da companhia”, disse a presidente da GM do Brasil, quando explicava porque foi designada para o posto ocupado anteriormente por Denise Johnson, que deixou a corporação. “Não diria que minha nomeação representou uma estratégia de marketing, para atrair a parcela cada vez mais importante do mercado que é o público feminino. Acho que a escolha foi baseada mais na adequação do meu perfil para atender as necessidades da posição”, esclareceu.
Ela garantiu que chegou para ficar, ao contrário de sua antecessora, que ficou poucos meses no Brasil e, subitamente, deixou a corporação. Um sinal desse compromisso seria o fato de o marido, também engenheiro, trabalhar na GM e estar atuando na operação brasileira.
Antes de vir para o Brasil, Lieblein foi presidente da GM México. “Nossa operação aqui tem maior importância para a corporação. Além disso o mercado local é muito mais expressivo em tamanho”, observou.
Parque tecnológico
Vitor Lippi, do PSDB, prefeito de Sorocaba, esteve presente à cerimônia e destacou que a cidade vive um momento especial, com a chegada de indústrias metalmecânicas e, em especial, da Toyota, que já movimentará a economia da região com a construção de uma fábrica de veículos. Uma das iniciativas da atual gestão foi a implantação do Parque Tecnológico de Sorocaba, que reunirá universidades, indústrias e entidades visando ao desenvolvimento de tecnologia e promover a inovação.

Diretores da GM e autoridades de Sorocaba inauguraram o novo centro logístico. Foto de Maurício Pavan