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Balanço

GM mais que dobra lucro; América do Sul segue no vermelho

A General Motors reportou faturamento e lucro recordes no terceiro trimestre do ano. O resultado líquido global foi de quase US$ 3,5 bilhões, somando de janeiro a setembro US$ 7,6 bilhões, mais que o dobro do valor apurado um ano atrás, em robusta alta de 122% sobre o mesmo período de 2015. As vendas mundiais de 4,6 milhões de veículos subiram apenas 5,4% em nove meses, somando US$ 122,5 bilhões, 8,6% acima do faturado em idêntico intervalo do ano passado. O aumento dos ganhos muito acima da expansão das vendas foi conseguido graças ao expressivo crescimento da rentabilidade na América do Norte.
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Redação AB

31 out 2016

2 minutos de leitura

A divisão GMNA informou lucro antes de impostos e despesas financeiras (Ebit) de US$ 3,5 bilhões no último trimestre e de US$ 9,5 bilhões no ano até setembro, o que significa margem anual de 11,2% e trimestral de 10,8% sobre o faturamento da região que inclui Estados Unidos, Canadá e México. Dos últimos seis trimestres, em cinco a GMNA conseguiu sustentar lucratividade operacional acima de 10%.

O bom resultado no norte da Américas compensou por larga margem a continuação das perdas no sul. A divisão GMSA (South America) apurou novo prejuízo (Ebit) de US$ 121 milhões no terceiro trimestre, que aprofundou a perda aferida de janeiro a setembro para US$ 309 milhões. Ainda assim, o resultado está melhor do que em 2015, quando ao fim de três trimestres a companhia apurou prejuízo de US$ 575 milhões. Segundo a GM, a despeito da crise vivenciada em seu maior mercado na região, o Brasil, cortes de custos e leve aumento de vendas na América do Sul contribuíram para reduzir as perdas em US$ 266 milhões no ano.

Na divisão GMIO, que inclui a China, o Ebit de US$ 271 milhões (+0,74%) no último trimestre fez o resultado anualizado até setembro de US$ 819 milhões cair 17,2% em relação ao mesmo período de 2015. A GM destaca o bom resultado na China, onde opera com duas joint ventures que no último trimestre renderam à companhia lucro de US$ 500 milhões.

Na Europa o balanço segue no vermelho, com prejuízo trimestral de US$ 142 milhões. Mas o resultado anual melhorou bastante, com perda acumulada de US$ 11 milhões de janeiro a setembro, contra US$ 515 milhões um ano antes.