
“Há problemas localizados em São José dos Campos. Não cabe ao governo entrar nos detalhes, é (um assunto) da organização interna da empresa”, afirmou o ministro. “O que nos interessa é que a GM tenha saldo positivo e esteja contratando, e isso está sendo cumprido.”
Mantega ancorou-se nos números apresentados pelo diretor de relações institucionais da GM, Luiz Moan (também vice-poresidente da Anfavea), com quem se encontrou na manhã desta terça-feira, 31, para pedir esclarecimentos sobre as ameaças de demissões na unidade da montadora. Segundo o ministro, a GM comprovou geração de emprego desde que a redução do IPI foi adotada, no fim de maio.
GM QUER “NEGOCIAÇÃO CAUTELOSA” COM SINDICATO
Luiz Moan informou que a geração de empregos nas fábricas da General Motors passou de 1.848 vagas no início de 2008 para 2.063 vagas em 2012. Reconheceu, no entanto, que deve haver desligamentos em uma das unidades da empresa. “Temos excedente em uma das fábricas, de São José dos Campos”, admitiu o executivo, referindo-se ao MVA, sigla para Montagem de Veículos Automotores. Nas últimas semanas, o setor deixou de produzir Corsa, Meriva e Zafira. Monta agora somente o Classic, que no Brasil também é feito em São Caetano do Sul (SP).
O diretor da GM disse que o compromisso assumido pela companhia é o de realizar uma negociação “cautelosa e amiúde” com os sindicatos. “Teremos a próxima reunião no dia 4, sábado. A GM espera receber do sindicato ideias sobre excedente de pessoal”, comentou. Ele não quis informar, no entanto, qual o excedente. A GM emprega 23 mil trabalhadores em suas unidades brasileiras.
Presidente interino da Anfavea, Luiz Moan afirmou que o compromisso do setor automotivo com o governo de manutenção dos empregos está “plenamente mantido”. Segundo ele, este mês será o melhor julho da história do setor automobilístico no Brasil. “A indústria afirma todos os compromissos com o governo, inclusive o de manutenção de empregos”, disse Moan, ao lado de Guido Mantega.