O executivo estima que, para tornar um propulsor 2% mais eficiente, seria necessário aporte de R$ 1 bilhão. “Essa quantia cresce rapidamente conforme aumentamos nossa meta”, explica. O governo pretende exigir nível de emissão de 135 gramas de CO2 por quilômetro a partir de 2017 para a média da frota produzida por cada empresa no País. As fabricantes pedem que o número máximo seja 155 g/km. “Regular é correto, só não podemos ter nível de exigência tão elevado”, avalia.
A opinião de Munhoz diverge de outro executivo da organização, Pedro Manuchakian, vice-presidente de engenharia, que favorável ao programa de eficiência energética. O executivo afirma ainda que, caso a regulação seja definida, a GM deve desenvolver novos motores no Brasil (leia aqui).
Munhoz também não está tão seguro de que o novo regime automotivo será capaz de impulsionar a competitividade do setor no Brasil. “Não posso fazer uma análise cuidadosa porque a política ainda não foi regulamentada”, admite. Apesar disso, ele lembra que é importante incentivar cada ponto da cadeia, para que o ciclo continue funcionando.
“Precisamos de algo amplo, que envolva até fornecedores de matéria-prima.” O dirigente também destaca a necessidade de estimular as vendas de carros usados: “Sem isso, não vendemos os novos.” Para ele, é essencial também estruturar a renovação da frota, com a retirada dos carros antigos de circulação, o que estimularia também uma indústria de desmontagem. Uma maneira de fazer isso seria aumentar os impostos à medida que os veículos envelhecem.
VENDAS ESTÁVEIS
Diante dos altos e baixos do mercado ao longo de 2012, a General Motors espera vendas estáveis em relação ao ano passado, em torno de 640 mil veículos. Desde maio, o volume é puxado pela redução do IPI. A montadora também aposta na renovação do portfólio para manter os negócios aquecidos. Até o fim deste ano, são esperados três modelos. Um deles será uma versão. Os outros dois são totalmente novos: o aguardado Ônix, que substituirá o Corsa, e a Blazer.
