
A Cruise LLC, startup criada pela General Motors para desenvolvimento da tecnologia de condução autônoma, afirmou que promoveu melhorias e atualizações em 80 carros autônomos após uma batida, ocorrida em junho no estado norte-americano da Califórnia, ter deixado duas pessoas feridas.
O NHTSA (órgão responsável pela segurança viária nos EUA) afirmou que o software responsável por identificar a presença de um veículo trafegando no sentido oposto poderia fazer “previsões incorretas”. De acordo com a empresa, esse cenário não acontecerá após as correções realizadas.
Acidentes com carros autônomos na mira das autoridades
O cerco está se fechando em torno do desenvolvimento de tecnologias de condução autônoma nos últimos meses. No ano passado, uma lei foi estabelecida para determinar que todas as fabricantes de veículos e empresas de tecnologia que participem ou realizem testes de condução autônoma devem reportar qualquer acidente.
– Quer discutir os caminhos da descarbonização no Brasil? Clique aqui e garanta a sua vaga no #ABX22 – Automotive Business Experience
De acordo com o NHTSA, a expectativa é que todas as fabricantes, incluindo aquelas que desenvolvem sistemas de condução autônoma, comprovem continuamente que estão atendendo a todos os requisitos. E que também tenham condições de realizar eventuais recalls relacionados a qualquer tipo de problema “que possa colocar em risco a integridade de pessoas”.
O que diz a GM?
O órgão abriu investigação para descobrir as causas do acidente ocorrido na cidade de São Francisco. De acordo com a startup da GM, o software pode ter aplicado força excessiva nos freios enquanto realizava a conversão para a esquerda, por ter julgado que havia risco de colisão.
“O sistema precisou decidir entre dois cenários de riscos distintos, e optou pelo que representava o menor potencial para causar uma colisão séria na ocasião, antes de o veículo que trafegava no sentido oposto realizar uma mudança repentina de direção”, disse a empresa em comunicado.
A Cruise afirmou que, preventivamente, todos os veículos de sua frota deixaram de fazer curvas para a esquerda após a batida ocorrida no dia 3 de junho. Além disso, a empresa reduziu a área de operação dos testes realizados com os veículos.
Após as atualizações de software realizadas no começo de julho, os testes foram gradualmente retomados, inclusive com manobras para o lado esquerdo – no caso, curvas realizadas em cruzamentos com o semáforo verde para todos os lados, cabendo ao motorista (ou veículo, neste caso) realizar a manobra com segurança.
A startup da Chevroelt ressaltou que as modificações realizadas “não impactaram ou mudaram o cronograma das operações realizadas em ruas e estradas”.
