logo

none

GM otimiza produção para trabalhar em plena capacidade

A GM tem nas mãos um grande desafio para tirar o melhor proveito do investimento de mais de R$ 5 bilhões que está em curso até 2012. A montadora precisará de habilidade tanto para conciliar o crescimento na fábrica de São Caetano do Sul, em São Paulo, engessada e pouco flexível por conta dos mais de 80 anos de idade, e para promover a segunda ampliação na moderna planta de Gravataí, no Rio Grande de Sul.
Author image

Giovanna Riato

21 jun 2010

2 minutos de leitura

G_noticia_7161.gif

José Eugênio Pinheiro, vice-presidente de manufatura da companhia, conta que a planta do ABC foi projetada para fabricar 38 veículos por hora e hoje já produz 53. A intenção a curto prazo não é aumentar este volume, mas tornar a unidade mais eficiente e sustentável. “Para ampliar a produção precisaremos derrubar prédios e construir novos. Ainda estamos pensando em como fazer isso sem parar a fábrica”, revela.

Até 2012 a planta estará produzindo quatro novos modelos. Pinheiro explica que trazer os produtos para a unidade exige que a adaptação na produção e mudança de processos para outras plantas.

Algumas fases da estamparia serão levadas para Mogi das Cruzes, também em São Paulo, já a montagem dos automóveis ganharam flexibilidade e a possibilidade de serem transferidas para outras unidades sem grandes adaptações. “O Classic, por exemplo, é produzido em São Caetano mas, se necessário, podemos ampliar ou transferir a produção para São José dos Campos com rapidez”, conta.


Gravataí


A planta de Gravataí, inaugurada em 2000, foi projetada para fabricar 120 mil veículos por ano mas com flexibilidade para ser ampliada sem interrupções na produção. Em 2006 a unidade passou pela primeira expansão e ganhou capacidade para produzir 230 mil carros por ano. Agora a intenção é ampliar para 380 mil unidades.

“Com esta expansão devemos chegar à capacidade máxima da planta”, revela o executivo. Segundo ele, a montadora alcançou eficiência com linhas de montagem que fabricam até 60 carros por hora. “Este é o volume ideal. Se passar disso acabamos trazendo problemas para outras etapas”, revela.


Foto: Ruy Hizatugo.