
José Eugênio Pinheiro, vice-presidente de manufatura da companhia, conta que a planta do ABC foi projetada para fabricar 38 veículos por hora e hoje já produz 53. A intenção a curto prazo não é aumentar este volume, mas tornar a unidade mais eficiente e sustentável. “Para ampliar a produção precisaremos derrubar prédios e construir novos. Ainda estamos pensando em como fazer isso sem parar a fábrica”, revela.
Até 2012 a planta estará produzindo quatro novos modelos. Pinheiro explica que trazer os produtos para a unidade exige que a adaptação na produção e mudança de processos para outras plantas.
Algumas fases da estamparia serão levadas para Mogi das Cruzes, também em São Paulo, já a montagem dos automóveis ganharam flexibilidade e a possibilidade de serem transferidas para outras unidades sem grandes adaptações. “O Classic, por exemplo, é produzido em São Caetano mas, se necessário, podemos ampliar ou transferir a produção para São José dos Campos com rapidez”, conta.
Gravataí
A planta de Gravataí, inaugurada em 2000, foi projetada para fabricar 120 mil veículos por ano mas com flexibilidade para ser ampliada sem interrupções na produção. Em 2006 a unidade passou pela primeira expansão e ganhou capacidade para produzir 230 mil carros por ano. Agora a intenção é ampliar para 380 mil unidades.
“Com esta expansão devemos chegar à capacidade máxima da planta”, revela o executivo. Segundo ele, a montadora alcançou eficiência com linhas de montagem que fabricam até 60 carros por hora. “Este é o volume ideal. Se passar disso acabamos trazendo problemas para outras etapas”, revela.
Foto: Ruy Hizatugo.
