A informação foi confirmada à agência de notícias Automotive News por Bo Andersson, vice-presidente de compras e supply chain da GM. Ele disse que a empresa está empenhada também em assegurar que os Tiers 2 recebam pelos fornecimentos aos Tiers 1 se estes foram declarados insolventes. Outra preocupação da montadora é com a demora de alguns fabricantes de autopeças de primeiro nível em saldar os compromissos com fornecedores.
Em condições normais, as montadoras pagam seus fornecedores diretos 45 dias depois do recebimento das encomendas. A expectativa é de que eles paguem subfornecedores no mesmo prazo, mas isso não tem acontecido como regra geral: muitos Tiers 2 estão recebendo em 60 dias.
Diante do programa proposto pela GM, que começaria pelo supply chain de grandes picapes e crossovers da plataforma Lambda, a idéia é que o Tier 2 continue a entregar os componentes ao Tier 1. Os pagamentos serão feitos diretamente pela montadora ao Tier 2. Segundo ainda Automotive News, há dificuldades a serem superadas para isso acontecer, como questões contábeis e a abertura dos livros à General Motors.
Laura Marcero, sócia da Grant Thornton, de Detroit, especializada em consultoria e serviços de reestruturação, cerca de quinhentos fornecedores de autopeças enfrentam alto risco de insolvência nos Estados Unidos.