
|
|||||||||||||||||||||||||||
Natalia Gómez, AB
A General Motors (GM) trabalha para localizar fornecedores no Brasil. Segundo o diretor de compras da GM América do Sul, Orlando Cicerone, a companhia havia seguido a tendência de optar por fornecedores globais em razão da necessidade de agilizar o processo produtivo, o que gerou um volume alto de importações na operação brasileira. No momento a empresa trabalha para localizar fornecedores brasileiros e já se reuniu com o Sindipeças para discutir o assunto.
-Confira aqui a cobertura completa do Simpósio Tendências e Inovação na Indústria Automobilística
Em virtude do grande volume de compras previsto, a GM poderá ter fornecedores internos e externos para alguns projetos. A fim de driblar dificuldades logísticas, o executivo prevê estratégias de armazenamento fora da empresa e o transporte de alguns materiais por via aérea.
A diversificação de fornecimento também é uma medida de segurança depois dos desastres naturais ocorridos recentemente. “O evento no Japão ensinou muito à GM”, afirmou o executivo durante o Simpósio SAE Brasil Tendências e Inovação na Indústria Automobilística, que ocorre nesta segunda-feira no WTC Sheraton, em São Paulo. Segundo ele, a maior lição é a necessidade de ter mais que um local de produção de subcomponentes.
Em relação à demanda do mercado neste ano, o executivo mostrou-se confiante. No primeiro semestre, o forte ritmo da indústria chegou a provocar problemas de abastecimento. O segundo semestre deve ter um ritmo menor, mas ainda positivo. Em sua visão, um leve desaquecimento é favorável porque evita que as empresas operem em um ritmo acima do seu padrão usual, reduzindo risco de comprometer a qualidade.
O plano Brasil Maior, anunciado pelo governo para incentivar a indústria, foi bem visto por Cicerone, mas ele destaca que o setor não deve usar incentivos como muleta. “Hoje o Brasil tem demanda e, se não souber trabalhar isso, seremos invadidos”, afirmou.
Foto: Ruy Hiza