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GM propõe 8,24% de aumento e agrada metalúrgicos em São José

A General Motors apresentou na noite de ontem, 10, proposta de aumento salarial de 8,24% para os metalúrgicos de São José dos Campos (SP), o que repõe a inflação de 5,39% do período, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e dá 2,85% de aumento real. A oferta foi aprovada pelos trabalhadores evita uma greve na montadora, que vinha sendo ameaçada pela categoria.
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Redação AB

11 set 2012

2 minutos de leitura

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São 7.000 metalúrgicos ligados ao sindicato trabalhando na GM. Além do reajuste, a montadora ofereceu também R$ 3.250 de abono salarial. Na última quarta-feira, 5, a GM havia proposto reajuste de 2% de aumento real e R$ 2.500 de abono salarial, rejeitada na quinta-feira, 6, em assembleia dos trabalhadores. Os metalúrgicos de São José dos Campos pediam 7,48% de aumento real, além da reposição da inflação e ameaçavam paralisações nas fábricas caso a negociação não avançasse.

“Essa nova proposta supera o índice fechado pela CUT de 2,3% de aumento real. Cada ano tem uma realidade, por isso não fizemos acordo de dois anos”, afirmou Claros. Como o acordo fechado em 2011 tem validade de dois anos, os trabalhadores de montadoras ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) não entraram em campanha salarial neste ano.

No total, 44 mil metalúrgicos trabalham na região de São José dos Campos. Dentro deste grupo, os 7 mil da GM estão prestes a fechar acordo com a montadora, mas os demais seguem em campanha salarial. Esta semana, a categoria realiza protestos, assembleias e paralisações nas fábricas, como forma de pressão. Os metalúrgicos de São José dos Campos pedem 7,48% de aumento real, mas a maioria das propostas foi de 5% de reajuste, o que exclui aumento real e não cobre a inflação do período.