
O visual melhorou mas os preços pioraram, ficaram de 10% a 12% mais caros, ainda que o carro tenha ganhado mais equipamentos desde a versão mais básica, que vem com ar-condicionado, direção hidráulica e acionamento elétrico de travas, retrovisores e dos quatro vidros. O número de versões foi reduzido de nove para cinco, incluindo no corte a mais barata LS 1.4 e as 1.8 LT e Graphite. Agora a linha Cobalt começa com o LT 1.4 manual por R$ 52.690 e chega a R$ 67.990 na nova versão topo de linha Elite 1.8, disponível unicamente com transmissão automática de seis velocidades e pacote de equipamentos completo, sem opcionais.
Mesmo com a alta dos preços que torna o Cobalt mais caro do que seus concorrentes “cheap space” Renault Logan e Fiat Grand Siena, a GM calcula que as vendas do modelo em 2016 vão seguir o mesmo ritmo de 2015, na casa das 22 mil unidades emplacadas. Até agora os principais clientes do Cobalt foram homens casados (80%) com ao menos dois filhos (66%). “É uma compra racional, de alguém que quer conforto e conteúdo. Esperamos agora com o novo design atrair também clientes mais aspiracionais”, afirma Gustavo Rotta, gerente de marketing de produto da GM Brasil.
A montadora estima que 40% das vendas do novo Cobalt sejam das versões 1.4 LT e LTZ (ambas só disponíveis com câmbio manual), outros 40% da LTZ 1.8 manual e automática e os 20% da topo de linha Elite 1.8 automática. “Hoje as vendas do Cobalt automático chegam a 30% da gama e a tendência é chegar a 40%, pois os consumidores estão buscando mais esse conforto”, diz Rotta.
MAIS EQUIPAMENTOS E CONECTIVIDADE
No interior o Cobalt 2016 traz novos revestimentos dos bancos e as versões a partir da LTZ 1.4 têm volante multifuncional a segunda geração do sistema multimídia MyLink com tela tátil no centro do painel. As opções topo de linha LTZ e Elite 1.8 automáticas também contam com o sistema de telemática OnStar, acionado por botões na base do retrovisor interno.
O Novo Cobalt agrega mais equipamentos e conectividade em todas as versões. A partir do LTZ 1.4, já são de série rodas de alumínio, sensor de estacionamento, faróis de neblina, piloto automático, volante com controles multifuncionais e computador de bordo. A topo de linha Elite inclui ainda câmera de ré, sensores de chuva e crepuscular e rodas de alumínio com design exclusivo.
Em todas as quatro versões LTZ 1.4, LTZ 1.8 e Elite está presente de série a segunda geração do MyLink, com novo design mais interativo. O sistema multimídia pode ser conectado ao telefone celular do motorista e agora integra o Android Auto, do Google, e o CarPlay, da Apple, para espelhar na tela de sete polegadas sensível ao toque uma série de aplicativos de smartphones que rodam com um dos dois sistemas operacionais – como programas de navegação, por exemplo. O MyLink também tem opções de comando por voz, como ditar e ouvir mensagens de texto por meio dos alto-falantes do veículo, obter itinerários, consultar condições de trânsito, fazer buscas de restaurantes e outros pontos de interesse ou acessar aplicativos, entre eles o WhatsApp e o Skype, de mensagens, e o Spotify e o TuneIn, de músicas on-line.
Uma novidade é a incorporação nas duas versões automáticas 1.8 LTZ e Elite do sistema de telemática OnStar, que a GM começou a oferecer no Brasil há dois meses inicialmente no Cruze. O Cobalt será o segundo Chevrolet a incorporar o OnStar, que oferece serviços de segurança, navegação e conveniência com o acionamento de botões no retrovisor interno do carro, que fica conectado 24 horas a uma central com atendentes dedicados da GM (leia mais aqui).
DIFERENTE POR FORA, O MESMO POR DENTRO
Dá para dizer que o Cobalt ficou mais bonito (ou menos feio, a depender do gosto de cada um) sem perder sua principal qualidade: o generoso espaço interno, garantido pela distância entre eixos de 2,62 m pelo comprimento de 4,5 metros que incorpora o amplo porta-malas de 563 litros.
Traseira, dianteira e laterais ganharam design novo, estreando no Brasil a mais recente identidade visual da Chevrolet já adotada recentemente nos Estados Unidos pelo Malibu. Faróis e lanternas mudaram bastante, para melhor. “A impressão é a de que o carro mudou de geração, tamanha a evolução estética em relação ao modelo anterior”, diz o designer Barba.
Debaixo do capô o Cobalt continua o mesmo, sem mudanças mecânicas e com as mesmas opções de motorização e câmbio: 1.4 de 102 cavalos abastecido com etanol ou 97 com gasolina, com torque de 13/12,5 mkgf, respectivamente, disponível para as versões LT e LTZ, oferecidas somente com transmissão manual de cinco marchas; ou o ineficiente 1.8 de apenas 108/106 cavalos (menos potente do que a maioria dos 1.6 atualmente) e torque de 17,1/16,4 mkgf, que equipa as versões LTZ manual ou LTZ e Elite com câmbio automático de seis velocidades.
Por isso, dirigir o novo Cobalt continua a ser igual ao antigo. Não há diferenças de desempenho ou estabilidade, que seguem sendo medianos. O conforto a bordo também segue bom, sem luxos. E o novo visual comprova que um carro pode ser racional, conservador até, sem precisar ser feio.
Confira abaixo os preços de todas as versões do Chevrolet Cobalt 2016:
• LT 1.4 MT: R$ 52.690
De série: rodas de aço 15”; ar-condicionado; travas, vidros e retrovisores elétricos; chave canivete; alarme; coluna de direção ajustável
• LTZ 1.4 MT: R$ 57.590
Acrescenta faróis de neblina; rodas de liga leve; sensor de estacionamento traseiro; computador de bordo; volante multifuncional; piloto automático; sistema multimídia MyLink 2
• LTZ 1.8 MT: R$ 59.990
Acrescenta friso cromado nas portas; volante com revestimento diferenciado
• LTZ 1.8 AT: R$ 65.990
Acrescenta transmissão automática de seis marchas; sistema OnStar
• Elite 1.8 AT: R$ 67.990
Acrescenta rodas com desenho exclusivo; revestimento exclusivo dos bancos; câmera de ré; sensores crepuscular e de chuva; câmera de ré