
A produção de automóveis da GM retornou na segunda-feira, 26, ao ritmo normal após cinco semanas. A paralisação serviu para a expansão da capacidade e modernização de linhas de montagem. As obras, concentradas nas unidades de Gravataí (RS), São Caetano do Sul (SP) e Joinville (SC), representam também a primeira fase do processo de adequação para receber, no futuro, uma nova família de veículos.
“A estrutura fabril passa a incorporar os conceitos de manufatura 4.0 numa ação arquitetada em conjunto com parceiros e fornecedores”, afirma o vice-presidente de manufatura para a América do Sul, Luiz Peres. Solda a laser, novas prensas, novo sistema de montagem de motor e transmissão, injetoras plásticas, novo processo de funilaria e novo transportador de veículo na linha de montagem estão incluídos nas mudanças.
A expansão da capacidade fabril e a modernização das principais linhas de montagem são parte do investimento de R$ 4,5 bilhões que a GM realiza no Brasil (veja aqui).
O complexo de Joinville produz motores e cabeçotes, enquanto Gravataí e São Caetano do Sul (SP) concentram a montagem dos modelos Onix, Prisma, Cobalt, Spin e Montana, que representam cerca de 75% das vendas da Chevrolet no País. “Como os estoques dos modelos Chevrolet foram consumidos, estamos acelerando a distribuição às concessionárias para atender às encomendas”, informa o vice-presidente da GM Mercosul, Marcos Munhoz.
A fábrica de São José dos Campos (SP), que fabrica em dois turnos a picape S10 e o SUV Trailblazer, não teve a produção interrompida.