Além de pagar a multa, a General Motors se comprometeu a fazer “mudanças internas significativas e abrangentes” para evitar que falhas na correção de problemas de segurança ocorram novamente, segundo informações da agência Automotive News. Os procedimentos da companhia terão ainda supervisão intensa de órgãos de segurança dos Estados Unidos pelos próximos três anos.
A organização admitiu ter infringido a lei de recalls do país ao não realizar o chamado assim que teve informações do problema. David Friedman, administrados da NHTSA, órgão de segurança viária norte-americana, declarou que as informações que a entidade encontrou ao investigar o caso são “profundamente perturbadoras.” Entre as conclusões está a descoberta de que, em 2009, a montadora já havia constatado a relação definitiva entre o problema na ignição e acidentes.
Em coletiva de imprensa em Washington, nos Estados Unidos, o secretário de Transportes Anthony Foxx declarou que “não há desculpa e a tolerância é zero para a empresa não ter notificado o governo federal sobre um defeito que coloca a segurança em risco.” A falha em anunciar o recall é o ponto alto de uma intensa crise de segurança e qualidade na General Motors. Desde o início deste ano a fabricante já fez 24 convocações que envolvem 11,2 milhões de veículos.
CASO SEMELHANTE NO BRASIL
O recall da chave de ignição não atinge modelos da companhia vendidos no Brasil, porém a montadora enfrenta caso semelhante no País. Uma reportagem da Carta Capital (leia aqui) aponta que o Chevrolet Vectra pode estar relacionado a cinco mortes e a outros acidentes que deixaram pessoas gravemente feridas.
A apuração feita pela revista indica que o modelo apresentava defeito de fabricação que poderia resultar em um curto-circuito dentro do tanque de combustível, com risco de explosão do automóvel. Assim como aconteceu nos Estados Unidos, a montadora teria conhecimento do problema, mas não convocou o recall.