
De acordo com a nota, o ministro manifestou sua discordância com relação às demissões, já que a empresa tem recebido benefícios fiscais e afirmou que o governo pretende procurar a montadora para debater a questão. Os sindicalistas apresentaram ao ministro o risco de fechamento do setor MVA (Montagem de Veículos Automotores), onde são fabricados os modelos Corsa, Classic e Meriva, o que provocaria o fechamento de cerca de 1,5 mil postos de trabalho. O sindicato informa ainda que a montadora encerrou na semana passada a montagem do Zafira, que tem como seu substituto o novo Spin.
“O encontro foi positivo, considerando que o ministro reconheceu que a posição do sindicato em defesa dos empregos é justa, que o plano de demissões da GM não se justifica neste momento e que o caso será levado diretamente à presidenta. Este é mais um motivo para que os trabalhadores continuem mobilizados para pressionar a empresa e chamar a atenção da sociedade. Agora é necessário que o governo aja, porque é inadmissível que uma empresa que recebe benefícios fiscais adote essa política de fechamento de postos de trabalho”, disse em nota o secretário-geral do sindicato, Luiz Carlos Prates.
Como forma de protestar contra a possível demissão de 1,5 mil trabalhadores, os sindicalistas realizaram na segunda-feira, 16, uma greve (leia aqui), encerrada nesta terça-feira. A paralisação, segundo o sindicato, foi protocolada na quinta-feira, 12, após uma reunião entre a GM, sindicato e Secretaria de Relações do Trabalho.
Por sua vez, a General Motors disse que poderá recorrer à Justiça do Trabalho contra o sindicato para pedir indenização por possíveis prejuízos causados pela greve que durou 24 horas, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.
O diretor de assuntos institucionais da GM, Luiz Moan, disse ao jornal que durante a reunião de quinta-feira passada, mediada pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT) ficou acertado que as partes voltariam a se encontrar entre os dias 20 e 25 de julho com a participação da prefeitura de São José dos Campos. Uma segunda reunião será realizada no fim do mês entre sindicato e empresa para discutir o futuro da fábrica.