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GM tenta se livrar de processos judiciais nos Estados Unidos

A General Motors entrou com uma proposta no tribunal de falências dos Estados Unidos pedindo para que seja cumprida a proibição de processos judiciais contra a empresa relacionados ao defeito na ignição de seus veículos vendidos antes de sua concordata em 2009, em resposta a uma ação judicial coletiva que busca impedir essa restrição. Segundo informações da agência de notícias Reuters, uma outra ação coletiva, cujo processo deu entrada na justiça na segunda-feira, 21, pede uma ordem que declare que a GM não pode usar a proteção de concordata para se isentar de suas responsabilidades.
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Redação AB

22 abr 2014

2 minutos de leitura

Em seu pedido, a montadora alega que saiu da proteção de concordata em 2009 como uma entidade jurídica diferente da chamada velha GM, o que, sob estes termos, a ‘nova GM’ se livra da responsabilidade por incidentes anteriores à sua saída da concordata e que qualquer ação relacionada a problemas antes da concordata devem ser impetrados contra o que restou da velha GM.

“O acordo de recall da nova GM não cria uma base para que os autores processem a nova GM por indenizações econômicas relacionadas a um veículo ou peça vendidos pela velha GM”, argumentou a companhia em um documento apresentado também na segunda-feira, 21, no Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York.

O defeito em questão, no mecanismo de ignição que dá a partida aos veículos, está ligado a pelo menos 13 mortes e a um recall de pelo menos 2,6 milhões de veículos produzidos pela montadora (leia aqui). Desde que iniciou o recall em fevereiro, a GM é alvo de dezenas de processos em nome de indivíduos feridos ou que morreram em acidentes envolvendo os carros incluídos no recall, além de consumidores que dizem que seus veículos perderam valor como resultado das ações da empresa.