Em seu pedido, a montadora alega que saiu da proteção de concordata em 2009 como uma entidade jurídica diferente da chamada velha GM, o que, sob estes termos, a ‘nova GM’ se livra da responsabilidade por incidentes anteriores à sua saída da concordata e que qualquer ação relacionada a problemas antes da concordata devem ser impetrados contra o que restou da velha GM.
“O acordo de recall da nova GM não cria uma base para que os autores processem a nova GM por indenizações econômicas relacionadas a um veículo ou peça vendidos pela velha GM”, argumentou a companhia em um documento apresentado também na segunda-feira, 21, no Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York.
O defeito em questão, no mecanismo de ignição que dá a partida aos veículos, está ligado a pelo menos 13 mortes e a um recall de pelo menos 2,6 milhões de veículos produzidos pela montadora (leia aqui). Desde que iniciou o recall em fevereiro, a GM é alvo de dezenas de processos em nome de indivíduos feridos ou que morreram em acidentes envolvendo os carros incluídos no recall, além de consumidores que dizem que seus veículos perderam valor como resultado das ações da empresa.