Mas a Chevrolet só continuará a vender nos países da Europa ocidental e oriental os chamados carros icônicos, como o esportivo Corvette, que não compete com nenhum Opel. Da mesma forma, a GM quer dar mais força à Cadillac na região, com vários lançamentos previstos nos próximos anos para disputar as vendas de modelos de alto luxo. Para a GM, esse movimento trará ganhos para as marcas Opel/Vauxhall e diminuirá a complexidade de portfólio.
A estratégia não é válida para a Rússia e países da Comunidade de Estados Independentes (CEI), onde segundo a GM as diferenças das marcas do grupo são mais claramente percebidas. Por isso a gama Chevrolet continuará a ser vendida normalmente nessa região, especialmente os carros mais recentemente desenvolvidos para mercados emergentes.
De acordo com a GM, a maioria dos Chevrolet hoje vendidos em países da Europa Ocidental e do Leste Europeu são produzidos na Coreia do Sul. Com isso, a subsidiária coreana aumentará seu foco em rentabilidade ao buscar mercados mais adequados para seus modelos.
“A Europa é uma região-chave para a GM que será beneficiada com o fortalecimento da Opel/Vauxhall e maior ênfase à Cadillac”, declarou em comunicado o CEO Dan Akerson. “Para a Chevrolet, a estratégia nos permitirá focar nossos investimentos onde as oportunidades de crescimento são maiores”, acrescentou.
Com a decisão de tirar a Chevrolet da Europa, a GM calcula que terá custos extraordinários de US$ 700 milhões a US$ 1 bilhão, registrados principalmente no quarto trimestre de 2013 e primeiro de 2014, que deverão impactar os resultados financeiros da companhia nesse período. Os recursos deverão cobrir o fechamento de concessionárias, aquisição de ativos, incentivos de vendas e garantias, que a GM promete manter para todos os Chevrolet vendidos na região até 2015.