
Segundo o sindicato, o desembargador Henrique Damiano, que presidiu a audiência, propôs que a GM estenda a todos os trabalhadores demitidos no dia 31 de dezembro os benefícios concedidos no Programa de Demissão Voluntária (PDV) aplicado em setembro.
Damiano sugeriu também a reintegração de todos os estáveis (lesionados e funcionários em fase de pré-aposentadoria), assistência médica por quatro meses após a data do aviso prévio e a discussão entre empresa e sindicato sobre o nível de emprego na planta de São José dos Campos (SP).
No caso dos trabalhadores em fase de pré-aposentadoria (até 24 meses antes da concessão do benefício previdenciário), estes receberiam indenização referente ao período de contribuição. O sindicato busca na Justiça a suspensão das demissões e estabilidade para todos os trabalhadores. A audiência de conciliação foi em resposta à ação movida pelo sindicato contra a GM. O próximo encontro no TRT ocorre na quarta-feira, dia 22, às 14h30.
No fim de dezembro, a montadora demitiu 687 trabalhadores, rompendo acordo assinado em janeiro de 2013 com o sindicato, que previa abertura de negociação em 2014 sobre o nível de emprego na fábrica. Desde então, a entidade que representa os metalúrgicos realiza uma campanha nacional para a suspensão das demissões.
Os cortes decorrem do fim da produção do Chevrolet Classic no setor de Montagem de Veículos Automotores (MVA), em São José dos Campos. A GM concentrou a produção do sedã na fábrica de Rosário, na Argentina.