Contudo, as empresas garantem que estão mantidas as parcerias já acertadas, incluindo o desenvolvimento de veículos em conjunto. “Nossa participação acionária foi planejada para apoiar a PSA em seu esforço para levantar capital na época da criação da aliança entre GM e PSA, e esse apoio não é mais necessário”, afirmou em nota Steve Girsky, vice-presidente do conselho da General Motors.
“A aliança permanece forte com nosso foco em desenvolvimento conjunto de veículos, manufatura cruzada, compras e logística. Estamos fazendo progressos enquanto permanecemos abertos a novas oportunidades”, acrescentou Girsky.
Aparentemente, a venda deixa o caminho livre para uma possível associação acionária da PSA com a chinesa Dongfeng e o governo francês. Segundo informa a imprensa europeia, a companhia francesa teria aprovado um plano para vender essa participação aos dois novos sócios por preço 40% menor do que a cotação da ações da PSA no mercado.
Na mesma data, a PSA divulgou comunicado oficial anunciando avanços em sua parceria com a GM, informando que algumas partes do acordo foram alteradas “para simplificar a gestão da aliança”. Entre essas modificações, está a tolerância declarada da GM em relação à entrada de novos sócios na PSA, o que pelo acordo original resultaria no fim da parceria entre as duas companhias.
Ainda segundo a PSA, está confirmado o desenvolvimento conjunto com a GM de dois veículos baseados em plataformas da montadora francesa, um comercial leve compacto e um crossover médio. Os primeiros produtos da aliança deverão ser lançados no início de 2016. As empresas também confirmam o plano de manufatura cruzada: comerciais leves compactos de ambas as empresas serão fabricados em uma planta da GM em Zaragoza, Espanha, enquanto os novos crossover médios serão feitos pela Peugeot em Sochaux, a primeira e mais antiga fábrica em operação da PSA na França.