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GMB teria sido a grande montadora brasileira?

A General Motors correu o risco de quebrar e se desmanchar este ano. Durante o período que cercou a concordata houve inúmeras especulações sobre o desastre que isso representaria para a economia norte-americana e para o setor automotivo global.
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cria

26 out 2009

2 minutos de leitura

Uma possível solução para as operações da empresa no Brasil levantada na ocasião teria sido a simples absorção pela Fiat. O noticiário dos jornais levantou essa possibilidade. Outra alternativa teria sido muito mais radical: tornar a GMB independente do espólio e criar a primeira montadora brasileira automotiva de fôlego, com tecnologia e produtos para sobreviver no primeiro momento.

Em tempos de globalização a idéia de uma empresa com atuação regional e limitada à América do Sul parece absurda, mas é preciso lembrar que a subsidiária brasileira já está quase isolada da matriz como fonte de recursos financeiros. A referência bancária da matriz também não é lá muito boa. A Opel pode deixar de ser fonte de tecnologia, como aconteceu até agora.

Entre profissionais do BNDES a idéia da independência chegou a ser comentada, indicando que haveria clima propício para uma empreitada do gênero.

Se a nacionalização teria sido o melhor caminho para a GMB é questão a ser debatida. Mas é preciso avaliar que, apesar do otimismo demonstrado pelo presidente Fritz Henderson, a consolidação da corporação global e a tentativa de se reaprumar na fase pós-tsunami, ainda são questionáveis e deixam perguntas no ar.

Vale lembrar que a indústria automotiva local é estrangeira, com exceções de nicho, como a TAC, de Santa Catarina, e pequenas linhas de montagem de esportivos ou utilitários.

Para muitos especialistas, a dependência tecnológica conspiraria contra uma GM efetivamente brasileira. O volume de produção seria outra limitação importante diante da necessidade de alcançar escala de montagem e vendas. Além disso, a lembrança dos resultados da Gurgel ainda assusta, embora o momento fosse outro.