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GNV: especialista vê bom momento para conversão

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Redação AB

02 mar 2012

3 minutos de leitura

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Agência Brasil

Com o barril do petróleo chegando a US$ 125 e a perspectiva de problemas geopolíticos no Oriente Médio, que podem elevar ainda mais o valor da gasolina nas bombas, o momento é favorável à conversão do carro para o gás natural veicular (GNV). A avaliação é do engenheiro Rosalino Fernandes, coordenador do Comitê de GNV do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

Ele adverte que o País tem de se preparar para a entrada de grandes volumes de gás natural, com a exploração do pré-sal e dos demais campos petrolíferos. “Existe a perspectiva de crescimento no mercado, com uma grande disponibilidade do pré-sal. Isso abre espaço para o gás complementar nossa matriz energética e nos protegermos das oscilações do preço do petróleo”, disse.

Outro bom motivo para a adesão ao GNV, segundo o engenheiro, é que o preço do etanol, que seria uma alternativa à elevação da gasolina, também não deverá baixar: “O mercado de açúcar continuará demandador, incentivando as usinas a exportar o produto, o que pressiona o preço do etanol internamente.”

Fernandes calcula que o gasto com a conversão para o gás natural seja pago em até 18 meses, pois, além de custar menos que a gasolina e o etanol, o uso do GNV garante desconto de IPVA em Estados como o Rio de Janeiro.

De acordo com o engenheiro, o Brasil já tem uma frota de 1,7 milhão de veículos rodando com gás natural. Em 2009 havia 1,5 milhão. O Estado com o maior número de usuários de GNV é o Rio de Janeiro, com 789 mil veículos, seguido por São Paulo, com 385 mil, Santa Catarina, 71 mil, Bahia, 69 mil, e Minas Gerais, 63 mil.

Entre os fatores que dificultam a expansão da frota brasileira movida a gás, segundo ele, está a reduzida rede de postos que oferecem o combustível. Em todo o Brasil, que tem 5.566 municípios, existem 1.729 postos de GNV. No Estado do Rio são 537, em São Paulo, 406, em Santa Catarina, 132, e na Bahia, 70.