
O modelo em questão é o D9W da BYD com carroceria Marcopolo, que tem quatro motores elétricos com 804 cv de potência máxima, autonomia mínima de 250 km e recarga de até 5 horas. Segundo a fabricante, a bateria de fosfato de ferro é à prova de fogo. O veículo tem 23 metros, com capacidade para transportar 170 passageiros (59 sentados) e espaço reservado para cadeirantes. Seu consumo energético, segundo a BYD, é equivalente a 1,2 KWh/km.
Cidade pode investir em frota elétrica
Entre as questões a serem analisadas nessa primeira fase de testes estão os indicadores operacionais, o tempo de recarga, a autonomia do veículo, o custo da operação e o funcionamento do sistema de monitoramento. Ao final dos testes, se tudo der certo, será estudada a possibilidade de transicionar a frota da cidade para ônibus elétricos. De acordo com a fabricante, cada veículo elétrico deixa de emitir 110 toneladas por ano de CO2.
Estão envolvidos no projeto Enel Distribuição Goiás (concessionária de energia no estado), Enel X (empresa do grupo que atua com projetos de mobilidade), Metrobus (operadora de transporte em Goiânia que explora o Eixo Anhanguera), BYD (fabricante do chassi), Marcopolo (fabricante da carroceria) e Urbi Mobilidade Urbana (operadora de ônibus), contando ainda com consultoria do escritório Tauil Chequer e da Radar PPP.
Outras capitais também realizam testes com ônibus elétricos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A BYD, que possui fábrica em Campinas (SP) desde 2013, é hoje a maior fabricante de ônibus elétricos do mundo.