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Gol prevê taxa de ocupação de 70%

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Redação AB

04 jan 2011

3 minutos de leitura

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Agência Estado

A Gol estima um crescimento da demanda doméstica no setor aéreo entre 10% e 15% este ano, para o equivalente a entre 2,5 e 3 vezes a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A projeção, divulgada nesta terça-feira, 4, é baseada no histórico de elevação da demanda nos últimos anos e nas perspectivas do mercado financeiro para crescimento do PIB entre 4% a 5% em 2011. Para este ano, a companhia espera que a rentabilidade medida pelo yield (valor médio pago por um passageiro para voar um quilômetro) fique estável em relação a 2010, com taxa de ocupação em torno de 70%.

“O Brasil apresenta alto potencial de crescimento pela adição de voos diretos entre cidades situadas nas regiões Sul, Norte e Nordeste do Brasil, criação de frequências adicionais entre rotas já existentes e pela criação de voos para regiões de densidade populacional acima de 1 milhão de habitantes em um raio de aproximadamente 200 quilômetros de distância”, informou a empresa, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Gol planeja elevar sua capacidade em proporção menor que o crescimento da demanda em sua malha aérea. Os principais fatores para isso serão o aumento da frota operacional em 4 aeronaves, passando de 111 no fim de 2010 para 115 em 2011. A companhia projeta ainda transportar de 33 milhões a 36 milhões de passageiros em 2011.

Custos

A empresa aérea estima ainda que seus custos operacionais por assento/quilômetros voados, excluindo os combustíveis (CASK ex-combustiveis) atinjam entre R$ 8,5 centavos e R$ 8,9 centavos. De acordo com a Gol, isso se deve a vários fatores, como a conclusão do processo de devolução das 11 aeronaves B737-300, o aumento da taxa de utilização média das aeronaves, a alta da capacidade operacional e os impactos positivos gerados pela implementação do orçamento base zero e centro de serviços compartilhados.

As projeções financeiras da Gol serão revisadas trimestralmente, para incorporar a evolução de seu desempenho operacional, financeiro e eventuais mudanças nas tendências de taxa de juros, câmbio, PIB e petróleo (WTI).