De acordo com nota do CMN, as operações realizadas até sexta-feira, 27 de março, cujos processos de contratação ainda não foram concluídos, terão até o dia 10 de abril para formalizar os negócios, para os quais incidirão as taxas de juros anteriores. A nota informa ainda que o Moderfrota conta com R$ 1,8 bilhão em estoque para tomada de crédito até julho e que a tendência é de que as taxas permaneçam com estes valores para o próximo Plano Safra 2015/2016.
A última vez que o governo alterou as taxas do Moderfrota foi em julho do ano passado, no âmbito do Plano Safra 2014/2015, que destinou R$ 3,6 milhões para o programa.
Luiz Moan, presidente da Anfavea, avaliou as novas condições do Moderfrota: “Estão em linha com a política de ajuste fiscal. Ao considerar a tomada desta decisão pelo governo, a Anfavea enaltece a rapidez com que as medidas operacionais foram editadas, bem como a liberação da verba complementar de R$ 1,8 bilhão, o que evita uma paralisação das atividades”, afirma em nota divulgada na sexta-feira, 27.
Já a Abimaq, Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos, afirmou, por meio de seu presidente, José Velloso, que o estoque de recursos de R$ 1,8 bilhão pode ser insuficiente. “A conta da Abimaq e da Anfavea é que R$ 1,8 bilhão garantem o financiamento até a Agrishow (que acontece entre 27 de abril e 1º de maio)”, disse em nota.
Segundo Velloso, para o setor de máquinas e equipamentos agrícolas encerrar a safra 2014/2015 seriam necessários entre R$ 2,2 bilhões e R$ 2,3 bilhões, mas avalia que o aumento anunciado pelo governo é “aceitável” uma vez que a inflação é estimada em 8% para 2015.