Com a medida, o governo francês enfrenta o executivo e passa a ter 23,2% do direito ao voto na companhia. O processo demandou investimento que variou de € 814 milhões a € 1,23 bilhão. A operação deve obrigar a Renault a seguir a Lei Forange, que duplica o direito ao voto de ações que permaneçam por mais de dois anos nas mãos da mesma organização. Sem maior presença do estado na empresa, havia grande risco de esta regra ser vetada, já que a escolha dependia da adesão de mais de dois terços dos acionistas.
Apesar da resistência de Ghosn, o governo francês aponta que a Lei Forange já é usada em metade das maiores empresas negociadas na Bolsa de Paris. A ideia é estimular os investidores a manter as ações, fomentando o desenvolvimento das companhias e reforçando a influência de acionistas de longo prazo, como os próprios funcionários das organizações.