
“Nós queremos expandir os investimentos baseado numa parceria entre o setor privado e o público, e queremos que isso se dê pelo aumento da movimentação de cargas. O objetivo do programa é ter a maior movimentação de carga possível, com o menor custo possível. O volume de cargas é a nossa orientação”, afirmou Dilma durante o lançamento, no Palácio do Planalto, em Brasília.
Até 2014 e 2015, serão aplicados R$ 31 bilhões em arrendamentos e Terminais de Uso Privativo (TUPs). Enquanto entre 2016 e 2017, serão utilizados mais R$ 23,2 bilhões. O programa prevê ainda a retomada da capacidade de planejamento portuária, com a reorganização institucional do setor e a integração logística entre modais. A Secretaria de Portos ficará responsável pela centralização do planejamento portuário, além de portos marítimos, fluviais e lacustres, enquanto o Ministério dos Transportes pelos modais terrestres e hidroviários.
Estão previstos outros R$ 2,6 bilhões para investimentos em acessos hidroviários, rodoviários, ferroviários e em pátios de regularização de tráfego nos 18 principais portos públicos brasileiros, sendo R$ 1 bilhão do Ministério dos Transportes. O restante será executado principalmente pelos estados e iniciativa privada. Os portos beneficiados na Região Sudeste são: Espírito Santo, Rio de Janeiro, Itaguaí e Santos; no Nordeste, Cabedelo, Itaqui, Pecém, Suape, Aratu e Porto Sul/Ilhéus; no Norte, Porto Velho, Santana, Manaus/Itacoatiara, Santarém, Vila do Conde e Belém/Miramar/Outeiro; e no Sul, Porto Alegre Paranaguá/Antonina, São Francisco do Sul, Itajaí/Imbituba e Rio Grande.
“Os portos brasileiros são responsáveis pelo fluxo de 95% das cargas de exportação do País, o que mostra uma importância muito grande dentro da cadeia logística. Portos que operem de forma mais eficiente, com custos mais baixos e com maior volume de carga contribuirão para tornar as exportações brasileiras ainda mais competitivas. Mais exportação resultará em mais produção, mais emprego, mais investimento e mais crescimento. Por isso vamos fortalecer o planejamento do setor portuário, porque ele tem de estar integrado aos demais modais”, defendeu a presidente.