O governo brasileiro continua vigiando o ingresso no País de componentes automotivos para garantir que eles obedeçam aos padrões de qualidade e conformidade estabelecidos pelo Inmetro. Foi o que assegurou a Automotive Business o superintendente do Instituto da Qualidade Automotiva, Mario Guitti, na quinta-feira, 2, na sede da entidade. Ele desmente, assim, notícias sobre um afrouxamento no controle alfandegário em razão da falta de pessoal e aparelhamento para a verificação da conformidade dos produtos estrangeiros, cuja certificação tornou-se obrigatória.
“Há um esforço crescente do Inmetro, com o apoio de entidades como o IAQ e Sindipeças, para estabelecer as exigências de qualidade para fabricação e comercialização de produtos automotivos”, afirmou. Esse trabalho levou à exigência de certificação de componentes vindos da Ásia, especialmente aqueles relacionados a segurança veicular. “O governo não pretende esmorecer. Isso foi enfatizado pelo ministro Fernando Pimentel depois de saber das notícias publicadas nos jornais”, disse Guitti.
“Sem normas não é possível impedir a verdadeira invasão de produtos de origem e qualidade duvidosa que tem como destino o mercado de reposição”, adverte o especialista. “As normas são o ponto de partida para se exigir a certificação desses produtos antes que cheguem ao ponto de venda”.
Um dos instrumentos para filtrar o ingresso de artigos estrangeiros é o Regulamento de Avaliação de Conformidade. “A relação de produtos ainda não é completa e precisamos trabalhar muito para incluir a maioria absoluta dos itens de segurança”, admite o superintendente do IQA.