
|
|||||||||||||||||||||||||||
Redação AB
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na terça-feira, 13, durante a audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), que o governo ampliará a desoneração da folha de pagamento para cinco setores da indústria brasileira.
“Vamos nos reunir com cinco novos setores e em breve faremos o anúncio. Também vamos reduzir a alíquota de contribuição sobre o faturamento”, disse Mantega sem citar os segmentos a serem beneficiados.
O ministro reforçou que a desoneração da folha é uma das prioridades do governo porque em todo o mundo há uma redução no custo do trabalho. “Na China é assim, nos Estados Unidos também e os europeus estão fazendo o mesmo”, citou. No ano passado, o governo desonerou a folha de pagamento dos setores de softwares, móveis, calçados, e confecções, além de zerar a contribuição patronal do INSS, que é de 20%. Em contrapartida, foi criada uma contribuição sobre o faturamento com uma alíquota a partir de 1,5%. As medidas integram o programa Brasil Maior, lançado no ano passado pelo governo como forma de incentivar as atividades industriais no País.
Mantega também afirmou que o governo está atento aos efeitos da crise no setor. “Não vamos abandonar a indústria e ficar dependente só de commodities agrícolas”. Durante a apresentação, o ministro destacou que a crise internacional persiste e não foi solucionada, mas, mesmo assim, o Brasil tem condições de continuar enfrentando as turbulências, pois tem adotado medidas para enfrentar as condições adversas da economia.
“Foi complicado em 2011. Tivemos que enfrentar a inflação e a crise. Mas o crescimento da economia (2,7% em 2011) foi satisfatório e se deu com a elevação do nível do emprego. Nesse quesito, a população está sendo bem atendida”, disse. Para o ministro, diante da crise, o Brasil continua sendo um dos poucos países com o privilégio de crescer gerando empregos e elevando a massa salarial.
O ministro defendeu a política fiscal do governo com o controle dos gastos públicos e a manutenção da meta fiscal acima de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) como forma de enfrentar a crise. Mantega assegurou o compromisso do governo em controlar a inflação e de manter a taxa básica de juros (Selic) em apenas um dígito. “O Brasil caminha para ter taxa de juros em patamares que poderemos dizer, assim, normais, de um dígito.”
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) acelerou o ritmo de redução da Selic em 0,75 ponto porcentual e a taxa passou de 10,5% para 9,75% ao ano (leia aqui).
Com informações da Agência Brasil.