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Governo prepara aperto em exigências de eficiência energética

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cria

05 mar 2012

5 minutos de leitura

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Foto: Paulo Cardamone, diretor geral da IHS Automotive para América do Sul, coordenou os estudos sobre padrões de consumo para o governo

Paulo Ricardo Braga, AB

Automotive Business apurou que, sem alarde, o governo promove estudos para adotar uma legislação de eficiência energética e emissões de CO2 de veículos leves, imprescindível para completar as regras do novo regime automotivo, em próxima etapa, e atender à demanda do mercado por veículos mais eficientes. Um dos objetivos será o alinhamento a padrões globais, incorporando ao programa metas de eficiência definidas pelos ministérios do Desenvolvimento (MDIC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), mobilizando a Agência Brasileira para o Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“Europa, Estados Unidos e Japão têm legislado sobre o tema há mais de uma década. Para ter uma indústria automobilística competitiva, o País tem de se alinhar às metas internacionais, definidas por governos que se preocupam com a sociedade e o meio ambiente”, analisa Paulo Cardamone, diretor geral da IHS Automotive para a América do Sul, que coordenou os estudos para subsidiar a tomada de decisão do governo sobre padrões de consumo de combustível.

“O Brasil é praticamente o único grande mercado sem legislação de eficiência energética, o que deixa as montadoras locais sem obrigação de adicionar tecnologia aos sistemas de propulsão. O que se buscou até agora foi oferecer motores baratos e não competitivos do ponto de vista global”, alerta Cardamone, explicando que as regras de eficiência energética permitirá que o País volte a concorrer em mercados internacionais.

O programa em discussão, para enquadrar veículos leves, deve ter metas progressivas decrescentes de consumo em quilômetros por litro para etanol e gasolina definidas em curto prazo, embora seja difícil cobrar das montadoras respostas à nova legislação antes de 2015 ou 2016. Haverá benefícios para as marcas que superarem os objetivos e penalidades para as que ficarem abaixo das expectativas, como acontece na Europa e Estados Unidos. Está previsto um sistema de etiquetagem, alinhado à legislação de eficiência energética, tendo como foco o consumidor, dentro de parâmetros técnicos.

NOVOS MOTORES

Pressionada pelo mercado, de um lado, e pela legislação, de outro, a indústria será estimulada a produzir veículos mais eficientes, com incentivos tributários na esfera do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Sabe-se, por informações de bastidores, que a maioria dos fabricantes de veículos já está empenhada em desenvolver novas famílias de motores e implantar novas fábricas. A Ford anunciou aporte em Camaçari (BA), para um motor de três cilindros que equipará a nova geração do compacto Ka. Em Joinville (SC), avançam as obras da unidade da General Motors para powertrain.

A Volkswagen produzirá os novos EA 211 em São Carlos (SP), e a Fiat, depois de promover investimentos na modernização da fábrica de motores de Campo Largo (PR), avalia a melhor solução para abastecer a produção em Pernambuco. A Mitsubishi terá unidade para propulsores em Catalão (GO). A PSA Peugeot Citroën, em parceria com a Bosch, eliminou o tanquinho de seus motores flex e, em segunda etapa, lançará motores de três cilindros eficientes, possivelmente com blocos de alumínio e injeção direta.

Cada montadora vai encontrar a melhor solução para melhorar o consumo e reduzir emissões, na maioria das vezes recorrendo a soluções globais já disponíveis, seja para downsizing ou aplicação de turbo, injeção direta, controle variável de válvulas (VVT), redução de peso de componentes e outras tecnologias avançadas. Os veículos importados, hoje em geral mais eficientes do que os nossos, serão submetidos às mesmas regras.

“O Brasil é praticamente o único grande mercado sem legislação de eficiência energética, o que deixa as montadoras locais sem obrigação de adicionar tecnologia aos sistemas de propulsão. O que se buscou até agora foi oferecer motores baratos e não competitivos do ponto de vista global”, alerta Cardamone, explicando que as regras de eficiência energética permitirão
que o País volte a concorrer em mercados internacionais.