
“Nós estamos trabalhando com uma estimativa de PIB de 3% e salário mínimo de R$ 788,06, com inflação de 5%. Mas vai haver mudança de cenário, no qual os problemas conjunturais deste ano não vão se repetir em 2015”, disse o ministro. O projeto de lei deverá ser aprovado pelo Congresso Nacional para ser executado pelo próximo presidente.
Para Mantega, o cenário internacional deste ano não teve a melhora esperada pelos especialistas, mas os Estados Unidos, destacou, estão em recuperação mais sólida, e daqui para frente aposta em um crescimento mais consistente na economia daquele país. Os europeus, avalia, ainda estão “patinando”, mas disse que, apesar disso, é possível prever melhoria do cenário econômico.
“Começamos 2014 com vários problemas, como a seca, que afetou os preços, incluindo os da energia e dos alimentos. E, além disso, com a turbulência do Federal Reserve (Fed) [o Banco Central dos Estados Unidos], que reduziu os estímulos à economia local com a melhoria da situação. Por outro lado, sinalizou a possibilidade de um mercado mais atrativo para os investidores, revertendo a situação anterior, quando os investidores deixaram os países emergentes e transferiram as aplicações para o mercado norte-americano.
O real, destacou, também teve problemas ante o cenário adverso. Isso, analisou o ministro, exigiu uma política monetária mais severa no Brasil. Mantega disse que o Banco Central teve que adotar medidas como o estímulo ao crédito em resposta a essa situação de contração da atividade econômica.
“Nós tivemos expansão menor da economia. São problemas que não se repetirão, como a seca, que foi uma das maiores. Tivemos problema de custo de energia e alimentos. A inflação no último trimestre pelo IPCA foi zero, em um patamar baixo. E não vemos que ela terá problemas mais, este ano”.
O ministro da Fazenda lembrou ainda que o País terá mais dias úteis, diferentemente deste por causa da realização da Copa do Mundo. Com o evento, ele disse que houve queda no consumo e na produção. “A Copa foi boa para a população, que se divertiu. Mas não teremos mais Copa no ano que vem. Além disso, o Banco Central mudou o compulsório, dinheiro que os bancos são obrigados a recolher diariamente, para melhorar um pouco o crédito”, disse Mantega, para justificar as projeções.