
Em palestra no XXII Forum Nacional, Barbosa contou que o grupo de trabalho foi criado na esteira da concessão de benefícios fiscais a produtos da linha branca que consomem menos energia.
“A ideia é tentar repetir o modelo no mercado automotivo. Já há, inclusive, um sistema de etiquetagem compulsória de veículos que deve ser posto em prática”, disse Barbosa. Além da etiquetagem, o plano de desenvolvimento do veículo elétrico terá outras quatro linhas de atuação: a redução do IPI para este tipo de veículo, de forma gradual a fim de evitar aumento de importações; maiores investimentos em pesquisa e desenvolvimento, com a criação de um centro de tecnologia automotiva semelhante ao da Embrapa na agropecuária; usar as compras governamentais para criar demanda pelos veículos híbridos, e, por último, incluir essa tecnologia no planejamento energético nacional, que terá de pensar soluções de infraestrutura para atender a nova demanda.
Neste último quesito, Barbosa lembrou que o crescimento do consumo é pequeno (estudos de Itaipu indicam que, se 10% dos carros brasileiros fossem movidos a energia elétrica, a demanda adicional de energia seria de 0,2%), mas são necessários pontos de abastecimento com voltagem superior a 220 volts. Barbosa acredita que o Brasil pode desenvolver uma tecnologia inédita de veículos híbridos utilizando biocombustíveis em vez de gasolina, juntamente com as baterias elétricas.
Fonte: Nicola Pamplona, Agência Estado.