“Todos nós ganhamos com isso: a agricultura familiar, a agricultura comercial, as usinas produtoras de biodiesel, o consumidor no Brasil e o meio ambiente. Ao ganhar o meio ambiente, ganha toda a população brasileira. E espero que nessa flexibilidade de combinação, nós tenhamos também preços mais baratos para o combustível”, afirmou a presidente Dilma Rousseff durante a cerimônia de sanção, na quarta-feira, 23, em Brasília.
A presidente lembrou que o Brasil assumiu compromissos ambiciosos na última Conferência do Clima, a COP21, em Paris, tanto para a redução de emissões quanto de ampliação da ampliação das energias renováveis na matriz energética nacional e que a nova lei ajudará o País a cumprir esses compromissos. “Essa lei abre claramente a possibilidade de que nós tenhamos um desempenho muito expressivo quando se trata da questão do clima e da mudança climática”.
O presidente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Erasmo Battistella, presente à cerimônia no planalto, comemorou o que chamou de dia histórico para o setor do biodiesel, pois a medida sinaliza uma garantia de uso da produção.
“De hoje em diante, temos previsibilidade [de fornecimento]. E era isso que estávamos buscando”, afirmou.
O Brasil é o segundo maior mercado consumidor de biodiesel do mundo. A capacidade instalada de produção do País atingiu 7,26 milhões de metros cúbicos por ano. Hoje, há 50 usinas aptas a operar comercialmente em todas as regiões. Atualmente, o biodiesel no Brasil é produzido a partir de plantas como a mamona, pinhão manso, palma e soja, sendo uma fonte de energia renovável e que produz menos danos ambientais.