GPS em expansão
Um evento para profissionais, realizado semana passada em São Paulo, discutiu tendências de um mercado que vai crescer exponencialmente. Realizada pela primeira vez, a Feira Latino-Americana de Localização e Rastreamento destacou a importância que o GPS (Sistema de Posicionamento Global, em inglês) assumiu e os desdobramentos no dia-a-dia dos proprietários de veículos.
A partir de agosto do próximo ano, entra em vigor a resolução do Contran obrigando o uso de dispositivo de localização em veículos novos – automóveis, comerciais leves e pesados e motocicletas. Trata-se de uma interpretação peculiar da lei complementar que criou o sistema nacional de prevenção, fiscalização e repressão ao furto e roubo de veículos e cargas. De fato, a lei impõe um dispositivo antifurto, porém rastreamento e bloqueio são bem mais que isso, além de caro. Será facultativo o motorista contratar o serviço.
Estimativas indicam que, hoje, mais de um milhão de veículos leves e 200 mil caminhões (nesse caso, 15% da frota) já utilizam rastreadores/bloqueadores. O engenheiro Antônio Calmon, coordenador desse programa no Denatran, afirmou que a decisão é irreversível, apesar da resistência dos fabricantes de veículos. Todas as questões técnicas estariam resolvidas, desde o cartão SIM universal até a bateria auxiliar com autonomia mínima de 6 horas e durabilidade não inferior a 3 anos.
“Elegemos o sistema GPS pela cobertura nacional que a constelação de satélites proporciona. O módulo de comunicação será bidirecional. Integração com a arquitetura elétrica e localização segura da antena, responsabilidades de cada fábrica. Em caso de retirada do equipamento, o motor deverá parar de funcionar. E o bloqueio, ordenado pela central de monitoramento, só com o veículo imobilizado”, explicou Calmon.
Produzido em grande escala, o equipamento custaria em torno de R$ 200,00. Relativamente barato para um caminhão, bem caro para uma motocicleta. O preço pode cair com novas tecnologias. O governo espera um barateamento do preço do seguro e até das prestações do financiamento: bancos teriam acesso facilitado ao veículo. Como todos os carros terão GPS, poderia haver integração com os navegadores de bordo por um custo menor.
Otimista mesmo está o setor de navegação. É o produto com maior crescimento, em menor espaço de tempo, em toda a história da eletrônica. Só no ano passado, entre fixos e portáteis (90% do total), as vendas mundiais atingiram 44 milhões de unidades, a maioria na Europa, onde há 130 modelos à disposição. O mercado de navegadores GPS no Brasil só tem dois anos, 15 modelos e previsão de 150.000 unidades, em 2008. Pode chegar a um milhão por ano até 2011. O potencial é imenso, pois aqui só atinge 1% da frota de automóveis e, no mundo, 20%.
Ainda há problemas, como qualidade e atualização dos mapas nas 270 cidades brasileiras navegáveis, mas já correspondem a 40% da população total e abrangem mais de 50% da frota. A evolução levará à navegação dinâmica, em tempo real, capaz de alterar rotas em função do trânsito, horário e dia. No exterior isso já está próximo. Aqui, deve demorar, embora boas surpresas não devam ser descartadas.
Alta Roda nº 482
[email protected]
A partir de agosto do próximo ano, entra em vigor a resolução do Contran obrigando o uso de dispositivo de localização em veículos novos – automóveis, comerciais leves e pesados e motocicletas. Trata-se de uma interpretação peculiar da lei complementar que criou o sistema nacional de prevenção, fiscalização e repressão ao furto e roubo de veículos e cargas. De fato, a lei impõe um dispositivo antifurto, porém rastreamento e bloqueio são bem mais que isso, além de caro. Será facultativo o motorista contratar o serviço.
Estimativas indicam que, hoje, mais de um milhão de veículos leves e 200 mil caminhões (nesse caso, 15% da frota) já utilizam rastreadores/bloqueadores. O engenheiro Antônio Calmon, coordenador desse programa no Denatran, afirmou que a decisão é irreversível, apesar da resistência dos fabricantes de veículos. Todas as questões técnicas estariam resolvidas, desde o cartão SIM universal até a bateria auxiliar com autonomia mínima de 6 horas e durabilidade não inferior a 3 anos.
“Elegemos o sistema GPS pela cobertura nacional que a constelação de satélites proporciona. O módulo de comunicação será bidirecional. Integração com a arquitetura elétrica e localização segura da antena, responsabilidades de cada fábrica. Em caso de retirada do equipamento, o motor deverá parar de funcionar. E o bloqueio, ordenado pela central de monitoramento, só com o veículo imobilizado”, explicou Calmon.
Produzido em grande escala, o equipamento custaria em torno de R$ 200,00. Relativamente barato para um caminhão, bem caro para uma motocicleta. O preço pode cair com novas tecnologias. O governo espera um barateamento do preço do seguro e até das prestações do financiamento: bancos teriam acesso facilitado ao veículo. Como todos os carros terão GPS, poderia haver integração com os navegadores de bordo por um custo menor.
Otimista mesmo está o setor de navegação. É o produto com maior crescimento, em menor espaço de tempo, em toda a história da eletrônica. Só no ano passado, entre fixos e portáteis (90% do total), as vendas mundiais atingiram 44 milhões de unidades, a maioria na Europa, onde há 130 modelos à disposição. O mercado de navegadores GPS no Brasil só tem dois anos, 15 modelos e previsão de 150.000 unidades, em 2008. Pode chegar a um milhão por ano até 2011. O potencial é imenso, pois aqui só atinge 1% da frota de automóveis e, no mundo, 20%.
Ainda há problemas, como qualidade e atualização dos mapas nas 270 cidades brasileiras navegáveis, mas já correspondem a 40% da população total e abrangem mais de 50% da frota. A evolução levará à navegação dinâmica, em tempo real, capaz de alterar rotas em função do trânsito, horário e dia. No exterior isso já está próximo. Aqui, deve demorar, embora boas surpresas não devam ser descartadas.
Alta Roda nº 482
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cria
23 jul 2008
3 minutos de leitura
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