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Grammer se integra à Mercedes-Benz em Juiz de Fora

Pedro Kutney, AB
De Juiz de Fora (MG)
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Redação AB

03 mai 2012

2 minutos de leitura

Aos poucos a Mercedes-Benz começa a ampliar e aproximar a cadeia de suprimentos de sua nova fábrica de caminhões em Juiz de Fora (MG), que começou a operar parcialmente no início deste ano (leia reportagem completa sobre a fábrica aqui). Durante a cerimônia de celebração da reinauguração da planta, nesta quinta-feira, 3, a montadora informou que a Grammer vai se integrar ao seu parque interno de fornecedores, para entregar os bancos dos caminhões fabricados lá.

A Grammer é a quarta empresa a se integrar ao parque interno de fornecedores que a Mercedes-Benz está montando na planta mineira, batizado I-Park, ocupando dois galpões que somam 34 mil metros quadrados de área disponível. Desde o início da operação, em janeiro, já estão instalados em Juiz de Fora a Maxion, Seeber e Randon.

A Maxion, em área de 3 mil metros quadrados, monta as longarinas e travessas dos chassis, que entrega já armados para receber agregados na linha de montagem. A Seeber ocupa 8 mil metros quadrados para pintar todas as peças plásticas. E a Randon, em seu espaço de 4,5 mil metros quadrados, adiciona vários kits aos caminhões, como pedaleiras, tanques de ar do sistema de freios e equipamento basculante das cabines.

A Mercedes-Benz quer trazer para dentro da fábrica de Juiz de Fora os seus fornecedores mais estratégicos, que operam atrelados às linhas de montagem – quando a linha para, esses fornecedores param também, para não gerar estoques locais. A Grammer começa a entregar já neste mês os bancos do caminhão leve Accelo e, até o fim do ano, deve fornecer também para o pesado Actros, que atualmente chega desmontado da Alemanha. O transporte de bancos inteiros é improdutivo, pois eles ocupam muito espaço, por isso a maioria dos fabricantes de veículos sempre prefere ter esse componente o mais próximo possível da planta de produção.

Ronald Linsmayer, vice-presidente de operações da Mercedes-Benz do Brasil, informa que há interesse em trazer outros membros da cadeia de suprimentos para a região, mas nem todos precisarão ficar integrados dentro da área da fábrica, como acontece com os quatro atuais. Esse interesse também está diretamente ligado ao objetivo de nacionalizar o Actros o mais rapidamente possível, para aproveitar o financiamento com taxas atraentes do Finame, concedido pelo BNDES só para caminhões com índice de nacionalização (em peso e valor) superior a 60%. Hoje o Actros tem 40%, deve chegar a 52% até o fim do ano e a meta é elevar o conteúdo local do modelo para 64% em 2013 e 72% em 2014.