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GranBio investe US$ 190 milhões em fábrica de etanol de 2ª geração

Com um investimento de US$ 190 milhões, a GranBio dá início às operações de sua fábrica de etanol de segunda geração (2G), a Bioflex 1, localizada em São Miguel dos Campos (AL) com capacidade inicial de 82 milhões de litros por ano e a primeira do País com produção em larga escala dedicada a este tipo de combustível, gerado a partir dos coprodutos da cana-de-açúcar – palha, bagaço e folhas – também conhecido como etanol celulósico.
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Redação AB

24 set 2014

2 minutos de leitura

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A empresa, especialista em biotecnologia industrial, também investiu outros US$ 75 milhões em parceria com a Usina Caeté, em uma segunda fábrica para cogeração de vapor e energia elétrica, alimentada com o bagaço de cana-de-açúcar e lignina – subproduto gerado no processo de produção do etanol de segunda geração: é a primeira vez que a lignina será utilizada para esse fim na indústria sucroalcooleira. Além de atender às necessidades das duas fábricas, a caldeira gerará um excedente de energia elétrica da ordem de 135 mil MWh/ano, suficiente para abastecer uma cidade de 300 mil habitantes. A empresa informa que o excedente será vendido, tornando-se fonte de renda para ambas as empresas. As obras foram concluídas em 20 meses após o início da construção da fábrica.

“Quando anunciamos a construção da fábrica em Alagoas, em meados de 2012, assumimos o risco da inovação e do pioneirismo em um projeto com potencial transformador para as indústrias de biocombustíveis e bioquímicos. Mais do que a inauguração de uma fábrica, esse projeto é uma prova de que o Brasil pode liderar a indústria de biotecnologia mundial a partir de seu potencial agrícola”, afirmou o presidente da GranBio, Bernardo Gradin.

Seu sistema de coleta permite o armazenamento e processamento de palha equivalente a 400 mil toneladas por ano. O executivo acrescenta que o Brasil tem potencial de aumentar em 50% a produção de etanol apenas com uso de palha e bagaço, sem necessidade de ampliação de canaviais.

Além da GranBio, a Raízen, empresa do setor energético, também prevê iniciar ainda este ano a produção de etanol celulósico em sua fábrica de Piracicaba (SP), cujas obras iniciaram no fim de 2013.