
A empresa, especialista em biotecnologia industrial, também investiu outros US$ 75 milhões em parceria com a Usina Caeté, em uma segunda fábrica para cogeração de vapor e energia elétrica, alimentada com o bagaço de cana-de-açúcar e lignina – subproduto gerado no processo de produção do etanol de segunda geração: é a primeira vez que a lignina será utilizada para esse fim na indústria sucroalcooleira. Além de atender às necessidades das duas fábricas, a caldeira gerará um excedente de energia elétrica da ordem de 135 mil MWh/ano, suficiente para abastecer uma cidade de 300 mil habitantes. A empresa informa que o excedente será vendido, tornando-se fonte de renda para ambas as empresas. As obras foram concluídas em 20 meses após o início da construção da fábrica.
“Quando anunciamos a construção da fábrica em Alagoas, em meados de 2012, assumimos o risco da inovação e do pioneirismo em um projeto com potencial transformador para as indústrias de biocombustíveis e bioquímicos. Mais do que a inauguração de uma fábrica, esse projeto é uma prova de que o Brasil pode liderar a indústria de biotecnologia mundial a partir de seu potencial agrícola”, afirmou o presidente da GranBio, Bernardo Gradin.
Seu sistema de coleta permite o armazenamento e processamento de palha equivalente a 400 mil toneladas por ano. O executivo acrescenta que o Brasil tem potencial de aumentar em 50% a produção de etanol apenas com uso de palha e bagaço, sem necessidade de ampliação de canaviais.
Além da GranBio, a Raízen, empresa do setor energético, também prevê iniciar ainda este ano a produção de etanol celulósico em sua fábrica de Piracicaba (SP), cujas obras iniciaram no fim de 2013.