As maiores vítimas são as grandes montadoras. Donas de 57,5% do mercado interno no período janeiro-maio do ano passado, Fiat, GM e Volkswagen já perderam, juntas, seis pontos percentuais este ano, enquanto assistem algumas concorrentes nadarem de braçada contra a corrente, com aumento da participação no mesmo período, casos da Honda, Toyota, Ford e Hyundai.
Líder de vendas, a Fiat foi a marca que mais perdeu este ano, caindo de 21,8% (291.001 unidades) para 18,8% de participação, com apenas 200.011 unidades até maio: 91 mil carros a menos.
A Volkswagen vendeu 66 mil carros a menos do que entre janeiro e maio do ano passado, caindo de 17,5% para 15,6% e a GM perdeu 1,1 ponto de participação (caiu de 17,7% para 16,6%). Citroën, Peugeot, JAC, Kia e Mitsubishi e Chery também perderam market share.
A Honda foi a marca que mais avançou em participação este ano. Em cinco meses a japonesa conquistou nada menos do que 1,8 ponto percentual, subindo de 3,8% para 5,6%. Resultado obtido não apenas pelo sucesso do novo HRV, mas pelas boas vendas de todo o portfólio de produtos da empresa, que já vendeu 59.567 unidades em 2015.
A Ford foi a única das marcas tradicionais que cresceu este ano (veja aqui), aumentando a participação de 9,09% para 10,7%, graças principalmente às boas vendas do Ka, que foi renovado e lançado no segundo semestre do ano passado. Os emplacamentos de modelos da companhia somaram 113.999 unidades.
Toyota (com aumento de 1,5 ponto de participação) e Hyundai (passou de 6,7% para 7,7%) também elevaram consideravelmente sua presença no mercado interno.
Outras cinco marcas ampliaram a representatividade no bolo do mercado: a Nissan, com as boas vendas do March, Versa e Sentra. A Jeep, em apenas um mês vendeu mais de mil unidades do Renegade. Além das três marcas alemãs de luxo – Mercedes-Benz, Audi e BMW – que, juntas, conquistaram 0,55 ponto percentual, o que corresponde a quase 20 mil carros até maio.
Quer dizer, a crise não é generalizada: enquanto alguns perdem, outros se sustentam e outros, com bons produtos e estratégias, fazem sucesso em plena crise.

Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
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