Mas nem todas as 40 marcas que atuam no mercado interno tiveram queda de vendas este ano. As maiores responsáveis pela retração do mercado foram as que têm maior volume de vendas. As quatro tradicionais – Fiat, GM, Volkswagen e Ford – emplacaram, juntas, 125 mil a menos do que no mesmo período do ano passado, exatamente a diferença de volume comercializado entre o primeiro semestre de 2014 (1.582.551) e o primeiro semestre de 2013 (1.707.904). Quer dizer: se as quatro grandes vendessem quantidade igual a do ano passado, o mercado teria se mantido saudável.
A Volkswagen foi a que mais perdeu entre as grandes, vendeu 15,3% menos: foram 328.012 unidades no primeiro semestre de 2013 e 278,7 mil este ano. Em seguida veio a Fiat, com 37.935 carros de diferença sobre o ano passado, queda de 9,97%: 380.135 contra 342,2 mil agora. A Ford deixou de vender 11.582 carros, caindo de 154.618 para 143.036 unidades (-7,49%).
Enquanto as grandes perdem, as pequenas crescem, um indicativo de que o mercado, afinal, não está ruim pra todo mundo. Algumas marcas estão aproveitando oportunidades e aumentando participação. Quinze, das 18 empresas que ampliaram as vendas no primeiro semestre são de pequeno volume e apenas três estão entre as dez marcas mais vendidas, dessas, a que mais cresceu foi a Hyundai, com aumento de 9,66% em relação aos primeiros seis meses do ano passado: a coreana vendeu 109.125 unidades, contra 99.504. A Renault também avançou, passando de 102.011 para 109.994, 7,82% a mais e a Toyota saltou de 81.321 para 84.136 unidades, alta de 3,46% sobre o primeiro semestre do ano passado.
A expansão mais expressiva foi a da Lifan, mas a companhia só começou a atuar efetivamente em maio do ano passado com o lançamento do X60, portanto a base de comparação é fraca e não se trata exatamente de um aumento de vendas. A marca vendeu 2.088 unidades este ano, contra 415 em maio e junho do ano passado. A Audi veio em seguida, com um crescimento real de 118%, passando de 2.802 para 6.125. O grande aumento da demanda pelo Q3 contribuiu decisivamente para o desempenho da marca esse ano.
Chery (+ 74,3%) e Rely (+73,5%) também tiveram crescimentos expressivos, assim como a Mini (+ 34,8% e 1.139 carros vendidos), a Jaguar (+ 26% e 160 unidades) e a BMW (+ 16,3% e 7.144). Veja abaixo o ranking completo das marcas que mais cresceram e as que mais perderam em 2014.
Além das quatro grandes, tiveram desempenho ruim este ano a Peugeot, com resultado 18,7% inferior (caiu de 27.805 para 22.603 unidades), a Nissan (-16,1%, com 31.077 carros) e a Citroën, que perdeu 9,5% das vendas, passando para 29.801 unidades.
Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
