
O executivo não informou com quais grupos conversa no Brasil, mas garantiu que não considera outra opção senão a de fazer os carros da Great Wall no País. Ele ponderou que, após a adoção da sobretaxação a carros importados, a operação de importação ficou insustentável. Segundo Qingke, o modelo a ser adotado deve ser decidido em breve: “Acho que até o começo de 2013 teremos uma definição”, disse, logo após participar de painel sobre os desafios da internacionalização das marcas de veículos chinesas, sem participação de empresas multinacionais, durante o III Global Automotive Forum, em Chegdu, China (leia aqui).
A Great Wall é uma das 31 fabricantes independentes chinesas de veículos. A empresa estatal, controlada pelo governo da China, é a oitava marca mais vendida do mercado chinês, mas está muito distante das montadoras que têm associações com as companhias estrangeiras do setor. As vendas de cerca de 200 mil unidades de janeiro a agosto são uma pequena fração da líder de mercado, a Shanghai Automotive Industry Corporation, a SAIC, que têm sociedade com Volkswagen e General Motors e no mesmo período vendeu sozinha mais de 2,5 milhões de carros. Por isso as marcas chinesas buscam crescimento além das fronteiras, para justificar sua existência no futuro próximo em que se espera o fechamento ou a fusão de várias montadoras menores no país.