Os modelos equipados com tecnologia SCR de pós-tratamento de gases avançaram no Brasil a partir de 2012 porque o sistema era uma das opções capazes de atender a norma Euro 5 ou Proconve P7, que limita as emissões de poluentes de caminhões e ônibus. Ao adaptar o veículo para dispensar o uso do Arla 32, o usuário prejudica ainda a qualidade do ar, já que a filtragem de poluentes deixa de ter eficácia. Usado de forma correta o produto reduz em até 97% a emissão de material particulado e em 95% os níveis de NOx na comparação com os modelos com tecnologia Euro 1.
A GreenChem calcula que, quando instalados emuladores, ou chips que permitem burlar o uso de Arla 32, o nível de emissões do caminhão aumenta quase cinco vezes. O uso do aditivo adulterado pode gerar multa de até 60 mil com apreensão do caminhão. Dados coletados pela empresa indicam que, a partir de abril de 2013, há claro distanciamento entre as vendas de diesel e as do agente de ureia. “Os consumidores devem desconfiar de Arla 32 muito barato”, alerta David Piany, diretor geral da empresa.