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Mário Curcio, AB
Em assembleia ocorrida na manhã desta quarta-feira, 22, os metalúrgicos da Bosch de Curitiba mantiveram a greve iniciada na sexta-feira. A reunião teria ocorrido sem conflitos e foi acompanhada por 15 a 20 viaturas da Polícia Militar do Paraná. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, os trabalhadores mantiveram a recusa aos R$ 6 mil oferecidos pela Bosch como Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e pedem R$ 9 mil. Em razão do feriado de Corpus Christi, a próxima assembleia ocorrerá somente no dia 27, segunda-feira.
Ainda nesta manhã ocorreu uma reunião de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, convocada pela Bosch. A desembargadora Rosemarie Diedrichs Pimpão sugeriu o pagamento de R$ 7 mil de PLR, opção recusada pela Bosch. Na terça-feira, a empresa rejeitou o resultado da assembleia, alegando que a maioria teria aprovado a proposta de R$ 6 mil. Em comunicado oficial, a Bosch afirmou estar “tomando medidas legais para que se fizesse valer a decisão da maioria, inclusive no sentido de garantir a entrada e saída da fábrica em segurança”. Isso explica a presença da polícia pela manhã, pois, segundo a Bosch, trabalhadores foram impedidos de entrar para o trabalho na manhã de ontem.
A divergência na divulgação de números ajuda a esquentar o clima da greve. Segundo a Bosch, os trabalhadores administrativos são 380. O sindicato informa 950 trabalhadores. Segundo a empresa, toda as manhãs entram para trabalhar 1.880 colaboradores. Nesta quarta ingressaram na fábrica 1.330 pessoas, o que significa que haveria na produção entre 380 e 950 colaboradores não administrativos trabalhando.
Notícia atualizada às 18h35