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Greve na Chery continua sem data para acabar

A greve dos trabalhadores da fábrica da Chery em Jacareí (SP) permanece sem data para terminar. A montadora e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos participaram de reunião na terça-feira, 14, mas não chegaram a um acordo, apesar de a fabricante de veículos ter apresentado uma proposta. Com isso, a paralisação na planta conclui seu nono dia sem data para terminar.
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Giovanna Riato

14 abr 2015

2 minutos de leitura

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Desde 6 de abril os funcionários da unidade interromperam as atividades para reivindicar a adesão da Chery à convenção coletiva da categoria. Segundo os trabalhadores, os salários e direitos oferecidos pela empresa não são compatíveis com os das outras companhias do setor automotivo. Para o sindicato, a empresa tem feito propostas muito distantes da realidade.

“A proposta apresentada é muito ruim, por isso já foi rejeitada na mesa de negociação”, conta o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá. Segundo ele, enquanto a montadora não sugerir acordo melhor a produção da fábrica continuará parada. A entidade agendou assembleia para a quarta-feira, 15, para informar aos trabalhadores o resultado da reunião.

Por sua vez, a Chery ofereceu um aumento de 20% nos salários, que admite, são menores que o de trabalhadores de outras montadoras da região.

“Esta greve estava prevista, sabíamos que assim que iniciássemos as operações, o sindicato faria esse movimento. O problema é que estão pedindo algo irreal: estamos no nível 1 de salário e o que eles querem é o nível 3, de empresas com muito mais tempo de atividades no Brasil. Dissemos a eles que estamos começando, pedimos tempo. Admitimos: eu pago um pouco menos, mas eu vou chegar lá, acredito que dois ou três anos são necessários para consolidar a marca”, disse Luis Curi, vice-presidente da Chery no Brasil durante o lançamento do Celer que passou a ser fabricado no Brasil (leia aqui).

O executivo acrescentou que os trabalhadores da Chery em Jacareí recebem salário cerca de 10% menor que outros profissionais de mesmo nível 1. O executivo alega que a empresa está cumprindo a lei trabalhista, que prevê 44 horas semanais e não 40 horas, como pede o sindicato. Ele informa ainda que a montadora adiantará o dissídio dos empregados, de setembro para este ou o próximo mês.