
No entanto, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região optou por manter a paralisação porque a Chery se recusa a assinar a convenção coletiva do setor automotivo, um documento que impede a terceirização de atividades-fim dentro da fábrica e garante direitos como licença-maternidade de 180 dias e estabilidade a trabalhadores lesionados. Segundo a entidade que reúne os trabalhadores, os metalúrgicos devem permanecer em greve por tempo indeterminado.
O sindicato informa também que entrou com pedido de liminar no TRT para garantir o pagamento de salários aos trabalhadores em greve. Em comunicado, a Chery afirmou que os pontos reivindicados pelo sindicato dos metalúrgicos seguiriam em negociação com a aprovação do piso e o fim da greve, mas, mesmo com o valor aceito pelos trabalhadores, a entidade “manteve a postura intransigente”.
A fábrica da Chery fica em Jacareí (SP) e começou a produzir o modelo Celer em fevereiro deste ano. Na quarta-feira, 6 de maio, a greve completará um mês. Se a paralisação persistir até lá, os metalúrgicos terão deixado de montar cerca de 600 carros.