
“O tribunal decidiu pelo retorno na quinta-feira. Caso os trabalhadores mantenham a greve, ela será considerada abusiva e passível de multa”, disse o presidente à reportagem. “Será realizada uma nova assembleia na fábrica amanhã [quinta-feira], às seis de manhã, para decidir pelo retorno às atividades ou manutenção da greve.”
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Na semana passada a GM solicitou à Justiça que a greve dos trabalhadores da fábrica de São Caetano fosse declarada abusiva. O pedido, no entanto, foi negado, uma vez que “não se trata de greve em serviços ou atividades essenciais”.
As reivindicações dos trabalhadores incluem reposição salarial com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos últimos 12 meses, mais aumento real de 5%; vale-alimentação de R$ 1 mil; PLR, que é a Participação nos Lucros e Resultados, de R$ 18 mil, e adiantamento da metade do 13º salário em fevereiro de 2022.
Por meio de nota, a General Motors informou que a Justiça também decidirá os itens que permaneceram sem conciliação entre GM e sindicato, como a proposta de ajuste na redação da cláusula 42 do acordo coletivo, a concessão de vale alimentação e as regras para o desconto da contribuição negocial.
“A GM tem feito todos os esforços para chegar em uma proposta que seja justa para ambas as partes. Considerando o atual cenário econômico e os impactos da pandemia, esperamos poder retomar a produção o mais rápido possível”, seguiu a montadora no comunicado.
Na unidade de São Caetano do Sul são produzidos os modelos Chevrolet Spin, Joy e Tracker.
