
Notícia atualizada às 16 horas
Depois de oito dias de produção parada, os trabalhadores puseram fim à greve e voltaram ao trabalho na fábrica da Mercedes de São Bernardo do Campo (SP). Os metalúrgicos aceitaram novas propostas da montadora em assembleia na manhã de quinta-feira, 24.
Apesar de atender boa parte das reivindicações, a montadora abrirá um Programa de Demissão Voluntária (PDV) aos mensalistas (funcionários dos setores administrativos), o que revela que a intenção de demitir, um dos motivos que levaram à greve, era verdadeira. A Mercedes confirma a intenção, sem revelar quando se inicia o PDV nem quantos funcionários quer atingir. É provável que sejam 340, como informado pelo sindicato no primeiro dia da greve.
Sobre o acordo, os trabalhadores terão os salários corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 1,5% de aumento real e abono de R$ 2,5 mil. Esse acordo vale para 2018 e 2019. Ficou acertado também o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em duas parcelas, a primeira em junho e a segunda em dezembro. O valor do benefício não foi informado pelo sindicato nem pela montadora.
O entendimento entre a Mercedes e os metalúrgicos prevê para 2019 a correção da PLR pela inflação, mais 1,5% de aumento real. De acordo com o sindicato do ABC, a Mercedes também manteve a estabilidade aos trabalhadores lesionados, entre outras garantias estipuladas nas chamadas “cláusulas sociais” que compõem os acordos sindicais. E os metalúrgicos concordaram em compensar os dias de greve.