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Greve na Volkswagen no Paraná completa 33 dias

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Redação AB

06 jun 2011

3 minutos de leitura

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Evandro Fadel, Agência Estado

As direções da Volkswagen e do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba devem se reunir amanhã para estudar uma alternativa que coloque fim à greve na unidade de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, que nesta segunda-feira, 6, completou 33 dias. Uma possível proposta deve ser analisada em assembleia às 14 horas. “Agora não é apenas a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que temos de negociar, mas um pacotão com os dias parados, os dias adicionais”, afirmou o presidente do sindicato, Sérgio Butka.

Ele disse que a empresa procurou-o hoje, momentos antes do início de uma assembleia, e questionou se haveria possibilidade de encerrar o movimento com uma melhora na proposta de dias adicionais. “Eu disse não, agora não é mais só isso”, afirmou. A assembleia contou com a presença de presidentes de vários sindicatos de metalúrgicos do Brasil, além do presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho. “Acho isso aqui um absurdo, uma empresa não negociar durante 33 dias”, destacou. “Agora, além de negociar a PLR tem que negociar o mês de paralisação, é mais um complicador.”

Ele disse ter conversado com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e com o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, pedindo que eles entrassem em contato com a diretoria da Volkswagen para se tentar um acordo. Em discurso aos grevistas, Paulinho afirmou que não descartava a possibilidade de apresentar um requerimento na Câmara dos Deputados para que o presidente da empresa no Brasil, Thomas Schmall, “vá lá se explicar”.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, disse que a greve dos metalúrgicos paranaenses é uma oportunidade para que a categoria comece a discutir a possibilidade de se pensar em um contrato coletivo de trabalho que estabeleça um piso salarial único nacional para as montadoras. Butka acentuou que a dificuldade para essa proposta é saber em qual nível será estabelecido o piso. “Há uma diferença enorme”, ressaltou.

O secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Luiz Carlos Prates, destacou que os trabalhadores de São Paulo estavam se solidarizando com os paranaenses. “A partir de agora é um movimento só”, afirmou. “Mexeu com uma fábrica mexeu com todas e não adianta ficar ameaçando que vai fechar.” Para garantir que os metalúrgicos de Curitiba possam se sustentar, ele chegou a admitir a criação de um fundo de greve nacional.