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Anchieta

Greve na Volkswagen pressiona a alta direção

Cerca de 7 mil metalúrgicos que mantêm a greve na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) realizaram na manhã da quinta-feira, 15, uma passeata dentro da unidade denominada Ala 17, onde fica a alta direção da empresa, incluindo os escritórios do presidente, vices e seus diretores, além do departamento de desenvolvimento de produtos. De acordo com o sindicato dos trabalhadores do ABC, que organizou a ação, o objetivo era convencer os demais colegas a participar da paralisação, que completou dez dias.
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Redação AB

15 jan 2015

2 minutos de leitura

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“Hoje não tem almoço nem trabalho porque nem o setor administrativo, nem terceiros, nem o setor de alimentação que estava fazendo a comida para o pessoal em greve trabalham. A partir de agora 100% da fábrica está parada para esperar as negociações”, afirmou Wagner Santana, secretário-geral do sindicato.

Segundo o secretário, a passeata foi pacífica e seguiu tranquila até a Ala 17, que estava protegida por seguranças posicionados na entrada do setor. Alguns dos trabalhadores que estavam na passeata entraram no prédio e logo em seguida todos que estavam no local deixaram o setor, que parou de funcionar.

“O recado foi dado para os executivos. Eles ouviram o barulho e foram embora. Agora a gente segue para as demais alas porque enquanto os 800 trabalhadores demitidos não forem recontratados e essa situação não se reverter a greve continua”, enfatizou o coordenador do comitê sindical na Volkswagen, Reinaldo Marques.

O presidente do sindicato, Rafael Marques, e o prefeito de Santo André, Carlos Grana, acompanharam a passeata.

A greve é motivada após o anúncio de demissão de 800 trabalhadores da unidade Anchieta, que conta com cerca de 13 mil funcionários (leia aqui).